quarta-feira, 2 de setembro de 2009

História de Ganesha e Shiva

Ganesha
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Ganesha pertence à família dos deuses mais populares do Hinduísmo. Ele é o primogênito de Shiva e Parvati. Shiva é a terceira pessoa da trindade hindu. É o Deus da renovação, destrói para construir algo novo (transformação). Ele é o criador da Yoga. Parvati é a filha dos Himalayas. Deusa da beleza, mãe bondosa e mulher devotada. Shiva tem alma aventureira e adora viajar montado em sua vaca branca Nandi. Infelizmente, os lugares que ele mais gosta são as montanhas inacessíveis e perigosas. Adora também os crematórios, mas sua paixão é a meditação e a Yoga. Quando pratica a Yoga, nem mesmo um terremoto o perturba.

Por algum tempo depois de seu casamento com a bela Parvati, vivendo em um bangalô no Himalaya, longe da civilização, Shiva começava a sentir falta de suas viagens; foi quando Parvati, já desconfiada, pergunta-lhe: — Shiva, por que não viaja por uns tempos? Não sente saudades dos seus companheiros? — É que quando estou perto de você, não sinto falta de nada. E, na verdade, todos os meus companheiros estão em torno da casa, eles nunca se afastam de mim. Eu não quero assustá-la, mas todos os fantasmas, demônios e gnomos, apesar de estarem invisíveis e quietos, estão presentes. Espero apenas que não peça para mandá-los embora, pois são como crianças e sabem o quanto te amo.

— Claro que não Shiva, podem ficar. Mas e a sua meditação? Ela era sua maior ocupação. Shiva, no fundo, sabia que ela estava certa e que tinha muita saudade das montanhas, onde sentava para meditar. E sabia que fora através da meditação que conseguiu se transformar em um Deus tão poderoso. Shiva então, depois de uma longa conversa, decidiu sair para meditar. Feliz, Shiva coloca sua pele de tigre na cintura, enrola suas cobras favoritas no pescoço, apanha seu tridente e sai montado em sua vaca, Nandi, seguido de seus estranhos companheiros. Mas não podemos nos esquecer que quando Shiva medita, é impossível despertá-lo. E foi isso que aconteceu, muito tempo se passou. Quando, finalmente, Shiva se levantou da posição de lótus, lembrou-se de sua Parvati e correu de volta para ela. Nesse ínterim, Parvati transformara aquela simples choupana num lugar muito confortável e bonito. E nem ficou sozinha por muito tempo. Shiva não sabia, mas a tinha deixado grávida. E no tempo certo, deu à luz um lindo bebê, Ganapati. Os anos passaram-se, o deus bebê cresceu e se transformou num rapazinho muito inteligente. Numa manhã de primavera, Parvati estava tomando banho enquanto Ganapati mantinha-se perto do portão, aguardando sua mãe. Neste instante um homem alto, com cabelos longos, um monte de cobras enroladas em seu pescoço e vestido com uma pele de tigre e uma aparência selvagem, aproxima-se do portão.

Shiva parou e olhou com estranheza para o bangalô. "Será que esta casa linda era mesmo a sua? E quem seria aquele rapaz parado no portão?" Deixe-me entrar! — disse Shiva, impaciente e descortês. — Não — respondeu Ganapati — Você não pode entrar! Empurrando o rapaz para o lado, Shiva atravessou o jardim e foi direto para casa. Ganapati sabia que sua mãe estava tomando banho, e aquele homem rude não poderia entrar em sua casa. Ele correu e se postou à porta, de espada em punho. Pobre menino! Que hora mais infeliz para provocar a ira do pai! E Shiva, nesse momento, perdeu completamente as estribeiras e seu terceiro olho, o do poder, apareceu no meio de sua testa, brilhando como fogo, e em segundos o corpo do rapaz jazia sem cabeça no chão. Ouvindo vozes e gritos, Parvati apressou-se e saiu correndo do banho. Ao abrir a porta, viu horrorizada o corpo do filho estendido sem cabeça; e em sua frente, o marido, que há tanto se fazia ausente. Shiva corre para abraçá-la; e ela, desviando-se do abraço, chora amargamente. — Mas o que você fez? — O que você fez? Ela repetia, torcendo as mãos em desespero. — Este era o seu filho, e você o destruiu!
Só então Shiva caiu em si e se entristeceu de verdade. Logo tentou confortá-la:
— Nosso filho é um Deus; portanto, não pode estar morto. Encontra-se apenas desmaiado. Mas Parvati não queria ouvir nada daquilo e lhe disse:
— Você o destruiu! De que serve um Deus sem cabeça? Shiva tentou da melhor forma que podia dizer-lhe que não tinha feito nenhum mal ao rapaz. Parvati insistia com Shiva para que ele colocasse a cabeça de seu filho no lugar, mas Shiva dizia que não podia desfazer o que já estava feito. E Parvati chorava muito... Então Shiva teve uma idéia: capturar o primeiro animal que encontrasse e tirar sua cabeça para colocá-la sobre os ombros de seu filho. Foi quando encontrou um elefantinho bebê, tirou sua cabeça e a colocou em Ganapati; e naquele momento, o nome do rapaz passou a ser Ganesha. Parvati tentou de diversas formas mudar o acontecido e pedia para outros Deuses que dessem ao seu filho uma cabeça decente.

Então os deuses pediram à linda Parvati que secasse suas lágrimas e tudo se resolveria. Brahma, que adora as crianças, Vishnu e Indra pediram à Parvati que perdoasse Shiva, pois ele não sabia o que estava fazendo e deixaram bem claro que Ganesha não perderia nada com isso. Apesar de não ser mais tão atraente, todos o reconheceriam pela sua bondade e o amariam pelo que ele era. Brahma prossegue:
·
Ganesha será o Deus da sabedoria, será o Escrivão dos céus e o Deus da literatura. Acrescenta, Vishnu:
Será o Deus que removerá todos os obstáculos, e será para Ganesha que todos rezarão em primeiro lugar, antes de invocar qualquer outro Deus. Será o Deus que sorrirá com boa fortuna para todas as empresas novas. E é assim que tudo aconteceu...

Shiva
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Há muitíssimo tempo, havia três grandes deuses, filhos do Grande Deus Desconhecido, assim chamado porque – segundo narram os sábios – nenhum homem podia Dele se aproximar, a menos que tivesse o coração puro e limpo e merecesse, por suas virtudes, a graça de Sua visão. Estas três divindades eram, como seu próprio Pai, imaculadas. Brahma, o primogênito, teve por tarefa a criação de todo o universo; o segundo, Vishnu, dedicou-se à conservação e cuidando da obra de seu irmão; enquanto que o mais difícil de todos os trabalhos, coube a Shiva. – Eu modelo os mundos disse Brahma – para que todas as almas manifestadas tenham a oportunidade de cumprir seu ciclo e retornar à Consciência de nosso Pai Celeste. E por esta razão que crio estrelas e gotas de orvalho, e algum dia, todos seremos novamente UNO.
Tempo e Espaço poderão então descansar, pois ninguém necessitará deles. – Eu cuido da tua obra – falou Vishnu -, e velarei por ela dia após dia, minuto após minuto, para que se mantenha tal qual tu a criaste. Não terei sossego enquanto existir uma só criatura que deva transitar pela “casa das formas” em busca da essência de nosso Divino Pai. – E tu Shiva? – interrogaram ao terceiro. – Meu papel é muito difícil, queridos irmãos. Os homens que me contemplam, mas que permanecem aferrados à matéria, verão em mim seu destruidor, porque certamente serei eu quem levará suas almas de regresso ao reino de nosso Senhor.
Os sábios, em troca, amar-me-ão buscando-me; e eu, prazeiroso, procurá-los-ei para orientá-los no caminho de retorno àquele mundo do qual jamais voltarão; mundo esse que só podem habitar os homens que alcançaram o supremo estado de perfeição espiritual. – Sim – disse Vishnu – teu trabalho é árduo, e poucos poderão entendê-lo. Deverás ensinar aos homens que todo este universo criado por Brahma, e custodiado por mim, é pálido reflexo do outro, o real, que mora no coração de nosso Pai. Deverás fazer com que entendam que, ficar apegado a estas formas plasmadas por nós, é pueril. O sábio vê o intimo das coisas, e se une à Essência Suprema da qual tudo isto provém. Assim foi sempre, e o é ainda agora. Enquanto Brahma cria o cosmos, Vishnu o protege, e Shiva ensina ao coração de todas as coisas, o meio pelo qual atingirá a divina meta. Shiva, deus da Misericórdia e do Amor, com infinita ternura, alerta os homens para não se extraviarem na busca daquela Essência Suprema.
– Se souberdes abandonar todos os bens terrenos – diz a seus discípulos -, podereis achar o caminho da Imortalidade, nunca antes. Deveis matar todo apego físico e mental às coisas transitórias, a fim de que vos ilumine a glória dos bens eternos. E como bom mestre de almas, ele próprio pratica uma austeridade tão rígida, que se tornou conhecido como o maior dos ascetas religiosos. Nada possui na casa-criação de seu irmão Brahma; nela, nada lhe pertence, a não ser as almas que ele, ansiosamente, busca elevar para uni-las a seu Divino Pai.
Ainda que príncipe, veste uma humilde túnica de anacoreta, anda descalço, não participa de festa alguma neste mundo, e tudo quanto faz é concentrar sua mente e seu coração naquela amadissima Essência.
Na mais alta montanha da índia, lá nos Himalaias, costuma-se vê-lo junto aos monges penitentes que vivem nas neves orando ao Deus Supremo. Eles também adoram Shiva, que reconhecem como seu mestre; e dizem que ele mora no monte Kailasa, perto do lago Mansarovara. Nesse louvado cume onde só chega o vento gelado, ele fica submerso em profunda meditação, tentando colocar toda sua vontade e seu amor na tarefa de despertar almas.
O Kailasa é um monte estranho: quando Shiva está meditando, afirmam que o próprio céu estremece de regozijo, agita-se a neve de suas encostas e as altas montanhas inclinam-se reverentes para, ansiosamente perguntar-lhe: – Ó misericordioso Shiva! Quando estaremos libertas de nossos corpos de matéria, a fim de nos unirmos outra vez Àquele, nosso Senhor?
Os sábios contam que numa ocasião, quando Shiva estava absorto em profundas meditações, pareceu-lhe por um instante que todos haviam abandonado suas formas materiais; não existiam já nem pássaros, nem estrelas, nem homens, pois tinham-se convertido nesse Grande Desconhecido. Ao ver a criação reintegrada a seu primeiro lar, sentiu-se tão feliz que, no meio do vazio infinito, começou a dançar.
Essa maravilhosa dança de Shiva é evocada ainda hoje, em toda a Índia; assim, uma vez por ano os monges a representam, querendo significar com isto que chegará o dia em que o universo inteiro tornar-se-á uma Única Realidade.
Shiva nada pede a seus devotos; uma vareta de incenso, uma flor ou uma simples oração é suficiente para louvá lo. Todavia, para ele também são louvores as lágrimas de todos os que sofrem as misérias da vida terrestre. Existe uma árvore que particularmente aprecia, e sob sua generosa sombra costuma abstrair-se em longas meditações. Na Índia chamam-na bael, e os devotos do Misericordioso depositam aos pés de suas estátuas, flores, folhas e pequenas lascas dessa madeira. Diz a tradição que um dia, quando Shiva orava ao Deus Supremo, foi atacado por uma quadrilha de ladrões que, o desconhecendo e acreditando que fosse um rei, não por suas roupas, mas por seu porte, golpearam-no com bastões de bael para roubar-lhe o dinheiro que, imaginavam, possuía. Shiva não interpretou este ato como uma agressão; ao contrário, pensou que se tratava de devotos que lhe ofertavam pedaços daquela madeira, de um modo muito particular; entretanto, o único que pareciam conhecer.
Nem por um instante cogitou em castigá-los, e sim agradeceu-lhes a dádiva de seu amado lenho. Os ladrões fugiram espavoridos, pois não compreendiam como alguém podia sorrir e agradecer cada golpe que recebia. Numa outra oportunidade, descendo de seu monte Kailasa, pôs-se a contemplar todas as criaturas. Assim, viu nas selvas dos Himalaias um poderoso leão, respeitado por sua ferocidade e admirado por seu porte, que perambulava pelos intrincados caminhos; observou o tigre, as gazelas, o cordeiro, os pássaros, descobrindo com profunda alegria os cuidados e esmeros que havia tido seu irmão Brahma quando lhes deu suas formas adequadas. Por uma ou outra razão, todos eles eram queridos, procurados e elogiados.
Mas, ai! quanto sofreu ao ver as serpentes, fugindo sempre das águias, dos homens de todo mundo! – Ó Senhor da Piedade! – queixou-se tristemente Takshaka, o rei das serpentes. – Ninguém nos quer; absolutamente ninguém Homens e animais procuram sempre nos matar! Não há em todo o reino deste mundo, criatura mais desditosa que o réptil… E o senhor Shiva, com infinito amor, alçou várias delas e lhes disse: – Como ninguém vos ama, dar-vos-ei meu coração e proteger-vos-ei com todo zelo. E assim o fez. Para que ninguém as atacasse, acolheu-as junto de si. Timidamente, algumas se enroscaram em seus braços, outras em seu pescoço e cabeça. Desde aqueles remotos tempos, pintores e escultores vêm fazendo quadros e estátuas do deus Shiva e suas serpentes…
Muitos procuram um estranho simbolismo neste fato, cujo verdadeiro significado é o infinito amor que Shiva prodigaliza aos desamparados. Entre estes, também está o homem.
O Senhor da Misericórdia, dá abrigo àqueles que o mundo rejeita, pois sabe que o Deus Desconhecido depositou sua essência em todas as criaturas, ainda que estas sejam- na aparência – decrépitas ou mentalmente aleijadas. Eis porque ele também ama os maus Logo serão perfeitos – diz suspirando.- Chegarão a descobrir-se e ser realmente o que são, isto é, filhos de nosso Pai Celeste.

Desta forma, Shiva vai de era em era, de cultura em cultura, ensinando às almas o caminho do retorno à Morada Eterna.

Om Namah Shivaya Om Namah Shivaya Om Namah Shivaya

Selo

Recebi esse selo do Blog Sibele Cor & Arte e ofereço a todos aqueles que se dedicam a seus blogs...

Receita de alcool gel caseiro


2 folhas de gelatina incolor e sem sabor (compra-se em qualquer supermercado)

1 copo de água quente para dissolver as 2 folhas de gelatina.

Espere esfriar.

Acrescente 12 copos de alcool de 96° graus.

Está pronto o álcool gel de 72° a 75° graus.
E querendo ainda dá para colocar umas gotas de óleo essencial e ter alcool gel com cheirinho

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Coisas que não se encontram no dicionário....


ABANDONO: Quando a jangada parte e você fica.

ADEUS: O tipo de tchau mais triste que existe.

ADOLESCENTE: Toda criatura que tem fogos de artifício dentro dela.

ARTISTA: Espécie de gente que nunca vai deixar de ser criança.

AUSÊNCIA: Uma falta que fica ali presente.

FOTOGRAFIA: Um pedaço de papel que guarda um pedaço de vida nele.

FILHO: Serzinho adorável e todo seu, que um dia cresce e passa a ser todo dele.

GELO: Aquilo que a gente sente na espinha quando o amor diz que vai embora.

LEALDADE: Qualidade de cachorro que nem todas as pessoas têm.

LÁGRIMA: Sumo que sai dos olhos quando se espreme um coração.

OUSADIA: Quando o coração diz para a coragem "vá" e a coragem vai mesmo.

Esquerda ou direita???

Uma certa universitária cursava o sexto semestre da Faculdade. Como é comum no meio universitário, ela estava convencida de que era de esquerda e estava a favor da distribuição da riqueza. Tinha vergonha de que o seu pai fosse empresário e conseqüentemente de direita, portanto, contrário aos programas socialistas e seus projetos que davam benefícios aos que mais necessitavam e cobrava impostos mais altos para os que tinham mais dinheiro.
A maioria dos seus professores e alunos sempre defendia a tese de distribuição mais justa das riquezas do país.Por tudo isso, um dia, ela decidiu enfrentar o pai. Falou com ele sobre o materialismo histórico e a dialética de Marx, procurando mostrar que ele estava errado ao defender um sistema tão injusto e perverso como a direita pregava. Seu pai ouviu pacientemente, como só um pai consegue fazer, todos os argumentos da filha e no meio da conversa perguntou:

- Como você vai na faculdade ?

- Vou bem, respondeu ela. Minha média de notas é 9, estudo muito mas vale a pena. Meu futuro depende disso, eu sei ! Não tenho vida social, durmo pouco, mas vou em frente.

O pai prosseguiu:

- E aquela tua amiga Sônia, como vai?

E ela respondeu com muita segurança:

- Muito mal. A sua média é 3, ela passa os dias no shopping e namora o dia todo. Pouco estuda e algumas vezes nem sequer vai às aulas. Acho até que ela é meio burra. Com certeza, repetirá o semestre.

O pai, olhando nos olhos da filha, aconselhou:

- Que tal se você sugerisse aos professores ou ao coordenador do curso para que sejam transferidos 3 pontos das suas notas para as da Sônia.
Com isso, vocês duas teriam a mesma média. Não seria um bom resultado para você, mas, convenhamos, seria uma boa e democrática distribuição de notas para permitir a futura aprovação de vocês duas.

Ela indignada retrucou:

- Porra nenhuma! Trabalhei muito para conseguir essas notas, enquanto a Sônia buscava o lado fácil da vida. Não acho justo que todo o trabalho que tive seja, simplesmente, dado a outra pessoa.

Seu pai, então, a abraçou, carinhosamente, dizendo:

- BEM-VINDA À DIREITA!!!


No pára-choque de um caminhão no Sudeste do Brasil:

"Trabalhe duro. Milhões de pessoas vivendo do fome-zero estão
dependendo de você

Selo

Recebi esse selo do Blog Muita Arte
que também pertence a uma gaúcha como eu...

Pequeno Manual de Pai e Mãe

Falem a mesma língua. Quando o pai diz vinho e a mãe diz ‘água”, o filho disanda.

Troquem idéias em família antes de tomar decisões importantes, para contar com o compromisso de todos.
• Imponham limites saudáveis e possíveis de respeitar. Ausência, incoerência ou inconstância de limites provocam ansiedade, falta de controle e insegurança, levando à diminuição da auto-estima das crianças.
• Prometam somente aquilo que pode ser cumprido. Muitos pais prometem o que sabem de antemão que não conseguirão fazer. Talvez seja mais cômodo prometer que enfrentar realmente o que precisa ser feito. Não existe nada pior para os filhos que perder a confiança nos pais. Lembrem-se: quem promete pode esquecer, mas o credor da promessa jamais a esquece.
• Peçam aos filhos que contem o que fizeram em casa, o que aprenderam na escola, o que viram no passeio — e saibam ouvir. Assim, estarão ensinando a ouvir, além de participar da vida deles, mesmo que estejam ausentes fisicamente.
1 As crianças escutam também com os olhos; portanto, quando quiserem realmente ser ouvidos, falem olhando dentro dos olhinhos delas.
• Utilizem os cinco passos para um atendimento total que leve à educação integral:
1. Parem o que estiverem fazendo e limpem a cabeça de pensamentos preconcebidos, como se fossem atender o filho pela primeira vez.
2. Ouçam até o fim a fala do filho (estimula o racional-humano).
3. Olhem: o olhar é instintivo e capta tudo instantaneamente (estimula o instintivo-animal).
4. Pensem na melhor resposta para atender as necessidades e alimentar a independência e auto-estima.
5. Ajam conforme a linha educativa que pretendem adotar.
2. EXIGÊNCIA E GRATIDÃO
• Não exijam do filho mais do que a capacidade dele permi te nem deixem de exigir o que ele é capaz de fazer.
• Peçam a ajuda do filho, mas sem explorá-lo.
• Agradeçam-lhe com um sonoro e afetivo “muito obrigado”, coroado com um gostoso beijinho estalado na bochecha, quando sentirem de fato gratidão no coração pela ajuda que receberam. Não banalizem a gratidão.
• Depois de atender a um pedido da criança, agachem-se e, olhando no fundo dos olhos dela, peçam: “E o meu ‘muito obrigado’ não vem?” O sentimento de gratidão fortalece os relacionamentos e inspira boa vontade.
• Ajudar os filhos não significa fazer por eles o que eles têm capacidade de fazer. Lembrem-se: quem sabe fazer aprendeu fazendo! Quando a mãe e o pai fazem a lição pelos filhos, não importam os motivos, além de emburrecê-los es tão ceifando preciosas etapas do aprendizado.
• Mais importante que o resultado simples e seco é saber dos recursos utilizados para consegui-lo. Tirou nota 8? Como? Colou do vizinho? Assinou o trabalho do grupo sem participar dele? O 8 vale muito mais se estudou. Assim, a ética e a disciplina são incorporadas na formação da auto-estima.
3. ERROS E APRENDIZADOS
• Em lugar de castigos e punições, usem a filosofia das con seqüências. Geralmente o castigo não educa. O erro deve levar ao aprendizado.
• Conseqüências têm de ser educativas e previamente com binadas, para que as crianças saibam que estão fazendo algo que não deviam.
• Gritando ou batendo, perde-se a autoridade da ética e a força da razão. Expliquem os motivos da proibição e do ‘não” e sugiram formas de aproveitar aquela energia que seria gasta de maneira inadequada em outra atividade permitida. A todo ‘não” deveria seguir-se um ‘sim’ em outra direção.
• Quanto menor a idade da criança, mais curtas e claras devem ser as explicações. Peçam e ouçam a versão dos filhos, mas não aceitem uma justificativa qualquer
• Uma criança entende quando lhe dizem: “Eu amo você, mas não gosto do que você faz Apesar de estar sendo advertida, essa frase fortalece sua auto-estima. Cuidado para não desgastar o “eu amo você’ Usem somente quando o amor vier realmente do fundo do coração. O amor raramente vem na hora da bronca, portanto, se não for muito necessário, dispensem a primeira parte da frase...
4. PAPOS E COMIDA
• Todos passam por momentos de inapetência. Ninguém morre por ficar sem comer algumas horas. Mas a criança tem de aprender que se não comer vai ficar em jejum até a próxima refeição.
• É importante que ela se sente à mesa e converse com os pais durante a refeição, mesmo que não coma, pois isso aumenta e fortalece a alegria de viver em família.
• A refeição deve ser acompanhada de conversas alegres, sem muito peso nem responsabilidade, para que não se prejudiquem a mastigação e a digestão.
.• O mau humor é péssimo tempero para a alma.
• Quando o pai e a mãe estiverem de folga, sem cozinheira em casa, cada um pode comer o que quiser, não importa o que nem a hora. A criança pode passar sem almoço, ir à lanchonete, comer pastéis e esfihas e tomar garapa. É o recreio das obrigações alimentícias. As crianças concordam em comer alimentos saudáveis quando sabem que há um dia em que podem se satisfazer com ‘porcarias’: é o Dia da Porcaria.
• A criança que aprende que a comida adequada faz bem a seu corpo, assim como ouvir boas histórias agrada a alma, sabe esperar e suportar frustrações, o que é fundamental para viver bem em sociedade.
5. HORA DE ESTUDAR
• Escolham local e mesa adequados para o estudo. É impor tante que caibam o caderno e os cotovelos abertos da criança sobre a mesa. Não para apoiar os cotovelos, e sim
o antebraço e ainda sobrar espaço suficiente para outros cadernos e livros.
• Ajudem a organizar os horários de estudo. Percebam que horários rendem mais e quando é inútil ficar sentado na frente dos livros.
• A criança deve estudar em voz alta e evitar decoreba. Num quarto com TV, internet, telefone ou qualquer outro atrativo, torna-se sonífero ler somente com os olhos. Não é justo com a mãe ou com qualquer outro adulto ler para a criança. O importante é que ela mesma descubra o lema, fazer o que deve ser feito. Afinal, ela é responsável pela lição de casa.
1 Fazer lições pelo filho, enfeando a própria letra, é um veneno para a auto-estima dele. A professora precisa saber o que a criança consegue ou não fazer para auxiliá-la na preparação das aulas.
1 Saber na ponta da língua não é o que interessa. É impor tante que a criança aprenda a pensar. Portanto, em vez de tomar a lição estudada, peçam à criança que a explique usando suas próprias palavras: ‘Vamos fazer de conta que você é o professor, e eu, seu aluno. Só não vale repetir o que está escrito. Invente um jeito de me explicar diferente’ O que favorece o aprendizado é aplicar o que estudou. Dar aula é um excelente método de memorização do conhecimento.
1 É dever da criança arrumar e carregar a mochila. A mãe pode ajudar a organizá-la, mas quem pega os cadernos é a criança.
• Nunca comparem um filho com outro ou com qualquer pessoa. Cada um tem o privilégio de possuir identidade própria.
• Brigas são maneiras de buscar poder, autonomia, impor tância, individualidade. Os pais devem tratar cada filho de maneira diferente. Podem, ao mesmo tempo, premiar o que merece e não dar nada para o que não merece. Uniformizar castigos e prêmios tira o valor deles.
• Brigas físicas não podem ser toleradas. Os pais devem interferir fisicamente na separação dos briguentos com um sonoro, firme e claro “parem com isso!”
1 Tentar descobrir o responsável pelas brigas para castigá-lo geralmente é impossível, pois todos têm argumentos bastante razoáveis de que são vítimas e não algozes A culpa é sempre do outro.
• Se um dos filhos estiver machucado ou com olho roxo, o que machucou deve assumir as conseqüências: fazer cura tivos ou compressas de água fria ou quente no outro. Castigos não resolvem brigas entre irmãos, mas assumir as conseqüências e compensar os danos pode educar bastante.
7. CIDADANIA
• Conhecer e praticar a cidadania faz parte da saúde social. Os pais devem ensinar aosfilhos que não é justo nem ético ofender e menosprezar as pessoas, fingir que não existem, achar que a culpa é sempre dos outros. Qualquer ser humano merece ser tratado com respeito.
• Dê poder a um ignorante e ele mostrará sua ignorância no poder. Quando os pais aceitam a delinqüência do filho, estão lhe dando autoridade, que acaba gerando poder. Como não tem conhecimentos, muito menos sabedoria, o ignorante transforma suas vontades e instintos em leis impostas tiranicamente.
• A criança que guarda seu brinquedo depois de brincar aprende a cuidar dos pertences. Quem não cuida perde o que tem. Para ter é preciso saber preservar. O ser humano é o maior predador da natureza, mas poderia ser seu maior preservador.
• Quem tem o hábito de arrumar o quarto cuida de seu pequeno habitat. Logo esses cuidados se estenderão à casa e à escola. No futuro, terá facilidade de cuidar da cidade e do planeta.
• A criança que quer ser ouvida e atendida deve aprender a se expressar e a pedir. Se ela obtém respostas, correspon de a quem lhe pergunta.
• Quem não respeita os próprios pais não tem por que respeitar a sociedade.
8. ÉTICA
1 Quando o filho não respeita os pais e estes nada fazem, ele se sente autorizado a desrespeitá-los. Isso dá poder ao filho, desencadeando a inversão de valores.
• Quando os pais fazem, mesmo por amor, os deveres do filho, são antiéticos. Quem está sendo enganado? Quem é o principal prejudicado?
• Quando os pais arrumam a bagunça do filho, estão crian do um folgado. Não é ético ser folgado, porque sempre há alguém sufocado embaixo dele. Se o filho joga lixo no chão e a casa está limpa, o sufocado pegou esse lixo por ele.
1 Falar mal da mãe ou do pai ausente, além de não agradar à criança, é prejudicial à educação ética porque gera inse gurança e conseqüentes danos à auto-estima. Além disso, prejudica a educação da criança, que absorve esse costume do “como somos’ Lembre-se: quem fala mal de um para outro, quando encontra um terceiro pode também falar mal do outro.
• Evitem mentir ou dar desculpas esfarrapadas na frente da criança e muito menos pedir-lhe ajuda para esse fim. Assim, evita-se a criação de um mentiroso, um dos primeiros estágios da delinqüência.
9. AUTO-ESTIMA
• Cuidados adequados à idade, carinhos, respeito e afeto ao lidar com o bebê alimentam sua auto-estima essencial.
• Reconhecer e festejar as realizações e conquistas, reforçá las alegremente e estimular, sem pressionar, a mais uma descoberta alimentam a auto-estima fundamental.
• A criança sente satisfação em fazer a lição de casa. A satisfação da realização alimenta a auto-estima. Portanto, os pais que fazem a lição pelos filhos estão ceifando sua auto-estima.
• O afetivo clima familiar de ajuda mútua que reforça a sensação de pertencimento a uma família/equipe nutre a auto-estima familiar.
• Os pais podem dar alegria, conforto, satisfação e roupas da moda para os filhos, mas não podem lhes dar felicidade. O que os pais podem fazer é alimentar a auto-estima dos filhos, que é a base da felicidade.
• A alegria de ter pode ser trocada rapidamente pela depressão de não ter, mas nada nem ninguém consegue se apossar da felicidade de ser.

O que acham do meu Naninha Cachorrinho?