domingo, 13 de outubro de 2013

Valores éticos



Hoje em dia pode-se perceber a luta inglória travada pelos valores éticos contra os interesses egoístas dos cidadãos.

Infelizmente esse problema só se resolverá quando a educação tomar para si essa responsabilidade.

Talvez sem refletir muito a esse respeito, os pais são os primeiros a dar exemplos de violação dos princípios éticos que deveriam nortear as ações do homem de bem.

Um ponto bastante crítico é a questão dos direitos autorais.

A pirataria de CDs, vídeos, ideias e outros produtos é assustadora.

A aquisição de peças em oficinas de desmanche de automóveis roubados, mesmo sabendo disso, por custar mais barato, ou de outra mercadoria produzida por meios ilícitos, também são formas de alimentar essa agressão aos princípios da ética.

Geralmente o indivíduo que comete essa falta alega que não poderá ser responsabilizado por isso, pois não foi ele quem roubou o carro, nem fez as cópias ilegais.

A esse propósito, Allan Kardec propôs aos Espíritos Superiores a seguinte questão:

Aquele que não pratica o mal, mas que se aproveita do mal praticado por outrem, é tão culpado quanto este?

Os Benfeitores responderam:

É como se o houvera praticado. Aproveitar do mal é participar dele. Talvez não fosse capaz de praticá-lo; mas, desde que, achando-o feito, dele tira partido, é que o aprova; é que o teria praticado, se pudera, ou se ousara.

Hoje em dia é muito comum se jogar a culpa na Internet, pois alega-se que a falta de leis próprias para esse fim e o anonimato favorecem esse tipo de crime.

No entanto, o bom senso diz que a Internet apenas mostra o problema ético existente, porém, não o cria.

Se o internauta desonesto gosta de uma mensagem que encontra divulgada em algum site, ele a copia e passa a divulgar como se fosse sua ou como sendo de autoria desconhecida.

Mas se o internauta é honesto ele repassará a mensagem preservando os créditos a quem de direito.

Como se pode perceber, o problema não é do meio de comunicação, mas do indivíduo.

Ambos os indivíduos são filhos de alguém, foram alunos de alguém, conviveram com alguém que foi responsável pela sua educação.

Quando a criança respira os valores éticos em seu lar, dificilmente os desprezará quando jovem ou adulta.

Mas se não recebe essas noções de honradez na infância, raramente as respeitará mais tarde.

Assim, vale a pena pensar um pouco sobre essas questões tão importantes e tão graves.

E, se houver dúvidas quanto a uma ação estar certa ou errada, quanto a se é um bem ou mal, basta seguir a orientação do maior Mestre que a Terra conheceu e fazer aos outros o que gostaria que os outros lhe fizessem.

Ou seja, colocar-se no lugar daquele a quem se dirige a ação e se perguntar se gostaria de estar no seu lugar.

Se a resposta for positiva, pode-se agir sem a menor preocupação, mas se for negativa, certamente trará dissabores, mesmo que a ação escape às leis dos homens.

Todos nós, sem nenhuma exceção, responderemos por nossos atos perante o tribunal da própria consciência e receberemos de acordo com as nossas obras. E isso nós já sabemos há mais de dois milênios.

Portanto, se você deseja ter uma consciência limpa, não acumule detritos morais, pois eles o perturbam e infelicitam, neste mundo ou no além-túmulo.

sábado, 12 de outubro de 2013

Feliz Dia da Criança!!!



De tudo o que nos cerca na vida, um dos dons mais preciosos que Deus nos proporciona é a presença da criança.

Ela tem o dom especial de dar sabor e graça a tudo. Contenta-se com tão pouco: um passeio, um por de Sol, um pacote de pipoca.

E tem a pretensão de que o mundo inteiro lhe pertence. É sua a árvore, a bola, a peteca. É seu o pássaro, o jardim. São seus o carro do papai e o batom da mamãe.

Uma criança nasce com um brilho angelical e mesmo crescendo, sempre fica um elo de luz suficiente para nos cativar o coração, mesmo que ela se sente no lodo, chore a todo o volume, faça um berreiro ou ande pela casa se gabando depois de vestir as melhores roupas e sapatos de sua mãe ou de seu pai.

Ela pode ser a mais carinhosa do mundo e parecer a mais ingênua, até o ponto de esgotar a nossa capacidade de responder perguntas.

Quando está brincando, produz todo tipo de ruídos que nos colocam os nervos à flor da pele.

Quando a repreendem ela fica quietinha, faz beicinho, carinha de choro. Mas continua com esse brilho angelical nos olhos.

Ela é a inocência jogada na terra, a beleza fazendo cambalhotas e também a mais doce expressão do amor materno, quando acaricia e faz dormir a sua boneca ou o seu bichinho de pelúcia.

Quando Deus a cria, utiliza uma parte da matéria-prima de muitas de suas criaturas. Usa os gorjeios do sabiá e os saltos do gafanhoto, a curiosidade e a suavidade do gato, a ligeireza do antílope e a teimosia de uma mulinha.

Gosta de sapatos novos, de sorvete, brinquedos, do jardim de infância, dos companheiros de folguedos e de correr atrás dos pombos e do gatinho.

Adora livros de colorir, as lições de dança, a bola e o patinete.

Ama a praia, o sol, o mar, as férias, o luar e as estrelas.

Não gosta que lhe penteiem o cabelo e é a mais ocupada criatura na hora de ir para a cama, porque sempre precisa acabar alguma coisa que ainda nem começou.

Ninguém nos dá maiores aflições ou alegrias, desgosto ou satisfações ou o mais legítimo orgulho.

Pode bagunçar nossos papéis de trabalho, o cabelo e a roupa. É especialista em nos pedir tempo para compartilhar das suas brincadeiras e tem uma fértil imaginação.

Às vezes, pode parecer uma calamidade que quase nos desespera com tantos ruídos e travessuras.

Mas quando sentimos que as nossas esperanças e desejos estão a ponto de cair por terra, quando o mundo parece que se fecha para nós; quando chegamos a pensar que o fracasso logo nos alcançará, ela nos converte em majestades, quando se senta em nossos joelhos, passa os bracinhos pelo nosso pescoço e pede para contar um segredo no ouvido, e diz: Eu te amo!

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

O zelador da fonte



Conta uma lenda austríaca que, em determinado povoado, havia um pacato habitante da floresta que foi contratado pelo Conselho Municipal para cuidar das piscinas que guarneciam a fonte de água da comunidade.

O cavalheiro, com silenciosa regularidade, inspecionava as colinas, retirava folhas e galhos secos, limpava o limo que poderia contaminar o fluxo da corrente de água fresca.

Ninguém lhe observava as longas horas de caminhada ao redor das colinas, nem o esforço para a retirada de entulhos.

Aos poucos, o povoado começou a atrair turistas. Cisnes graciosos passaram a nadar pela água cristalina.

Rodas d'água de várias empresas da região começaram a girar dia e noite.As plantações eram naturalmente irrigadas, a paisagem vista dos restaurantes era de uma beleza extraordinária.

Os anos foram passando. Certo dia, o Conselho da cidade se reuniu, como fazia semestralmente.

Um dos membros do Conselho resolveu inspecionar o orçamento e colocou os olhos no salário pago ao zelador da fonte.

De imediato, alertou aos demais e fez um longo discurso a respeito de como aquele velho estava sendo pago há anos, pela cidade.

E para quê? O que é que ele fazia, afinal? Era um estranho guarda da reserva florestal, sem utilidade alguma.

Seu discurso a todos convenceu. O Conselho Municipal dispensou o trabalho do zelador da fonte, de imediato.

Nas semanas seguintes, nada de novo. Mas no outono, as árvores começaram a perder as folhas.

Pequenos galhos caíam nas piscinas formadas pelas nascentes.

Certa tarde, alguém notou uma coloração meio amarelada na fonte. Dois dias depois, a água estava escura.

Mais uma semana e uma película de lodo cobria toda a superfície ao longo das margens.

O mau cheiro começou a ser exalado. Os cisnes emigraram para outras bandas. As rodas d'água começaram a girar lentamente, depois pararam.

Os turistas abandonaram o local. A enfermidade chegou ao povoado.

O Conselho Municipal tornou a se reunir, em sessão extraordinária e reconheceu o erro grosseiro cometido.

Imediatamente, tratou de novamente contratar o zelador da fonte.

Algumas semanas depois, as águas do autêntico rio da vida começaram a clarear. As rodas d'água voltaram a funcionar.

Voltaram os cisnes e a vida foi retomando seu curso.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Cada conquista



Interessante perceber como tratamos nossos pequeninos, nossas crianças, no que diz respeito às primeiras conquistas.

O primeiro sorriso - quanta festa! As primeiras palavrinhas - quanto orgulho dos pais!

Depois, ou um pouco antes, os primeiros passos - que conquista importante! Celebramos, contamos aos amigos com brilho nos olhos.

Cada nova façanha é celebrada com alegria e novas vitórias vão se somando na vida dos filhos, que vão crescendo, aprendendo e nos surpreendendo.

São êxitos singelos, mas muito importantes. São fundamentais para o desenvolvimento da autoestima, da segurança e da autonomia dos petizes.

São os primeiros progressos da alma que retorna ao mundo numa nova existência.

Alma que vem com planos, promessas e ideais elevados, buscando na escola da Terra aprender o que precisa para ser mais feliz.

Infelizmente, perdemos muitos desses costumes sadios quando chegamos à idade adulta.

Parece que pouco sobrou para comemorar... O que não é verdade, de forma alguma.

Alguns chegam até a ignorar seus aniversários, como se mais um ano de vida na Terra fosse algo do qual deveríamos nos envergonhar.

Pequenas vaidades tolas, que acabam inibindo sentimentos e reflexões importantes.

Os êxitos da alma necessitam ser celebrados e partilhados com aqueles que estão à nossa volta.

Não apenas as conquistas materiais, as conquistas intelectuais, mas principalmente os tesouros do Espírito.

Celebremos nossos aniversários com quem amamos. Sem grandes estardalhaços sociais e sem grandes gastos, mas não deixemos passar a data em branco.

Fechar mais um ciclo é importante. Fazer uma análise, um balanço. Agradecer pela oportunidade da reencarnação, pelos amores, pelas experiências...

A vida precisa estar repleta de vitórias.

Vencer a depressão, vencer a dependência química, vencer a obesidade...

Vencer a maledicência, vencer algum medo, vencer o ressentimento de anos e poder dormir com a consciência em paz.

São alguns exemplos de conquistas da alma guerreira, que luta contra suas imperfeições dia após dia.

É fundamental registrar essas glórias, pois são elas que nos darão forças para enfrentar os dias difíceis, os novos desafios.

Cada vencer traz forças para os novos enfrentamentos, para novos desbravamentos espirituais, fundamentais para se lograr a felicidade almejada.

O alvo supremo, a felicidade, não é apenas uma meta, mas uma construção de pequenasgrandes felicidades acumuladas através das vidas.

E cada júbilo desses, cada conquista, precisa ser guardada no íntimo de nosso coração com muito carinho e atenção.

Cada conquista da alma é importante.

Conquistas são como as pequenas rochas que, amontoadas, vão construindo os muros e paredes de nossa edificação felicidade.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Cabos e luzes em uma caixa



Há cerca de cinquenta anos, um discurso tornou-se célebre no ambiente de rádio e telejornalismo americanos.

Tratava-se da fala do âncora Edward Murrow sobre rádio e televisão.

As transmissões de TV ainda davam seus primeiros passos, e traziam à tona muitas discussões no que dizia respeito à programação, e ao objetivo dessa nova mídia na época.

Na ocasião, o jornalista da rede CBS falou a uma grande plateia de membros e diretores das principais empresas do setor, nos Estados Unidos.

Afirmou que, se dentro de meio século, historiadores analisassem vídeos das grandes redes americanas, encontrariam provas da decadência, escapismo e alienação das realidades do mundo que vivemos.

No discurso, que ficou conhecido como Cabos e luzes em uma caixa, Murrow expressava receio de que o poder do rádio e da TV fosse usado de maneira danosa à sociedade e à cultura.

Especialmente sobre a TV, ele foi ainda mais fundo.

Disse ele: Este veículo pode ensinar, iluminar. Sim, pode até inspirar. Mas só pode fazê-lo se os seres humanos estiverem determinados a usá-lo para estes fins.

De outro modo – acrescentava ele – são meramente cabos e luzes em uma caixa.

O âncora ainda acrescentou: Há uma grande batalha e talvez decisiva, a ser travada contra a ignorância, a intolerância e a indiferença. Esta arma, a televisão, poderia ser útil.

* * *

Meio século se passou, e como estamos em relação a essa questão no mundo?

A televisão passou a fazer parte da vida diária de bilhões de pessoas.

Porém, será que está sendo utilizada com esses fins nobres, idealistas, apontados pelo jornalista?

Será que colocamos essas descobertas da ciência, as novas facilidades na obtenção de informação, rapidez de comunicação, a serviço de nossa evolução moral?

Ou tudo isso, em grande parte, foi seduzido pelo antigo desejo do homem velho, de ter cada vez mais e mais?

É importante que reflitamos.

Deus permite que conquistemos as melhorias materiais das ciências, da tecnologia, do conhecimento, com um único fim: o nosso crescimento moral.

São instrumentos que facilitam a vida material do homem – ou, deveriam facilitar – para que esse se preocupe mais com a conquista das virtudes da alma.

A verdade é que acabamos nos hipnotizando pela caixa com cabos e luzes. De meio, de instrumento, ela virou veículo de alienação, de escapismos.

E assim vimos fazendo com tantas outras conquistas da tecnologia, pois a alma humana ainda está vazia, perdida.

Vale a pena repensar tudo isso. Vale a pena procurar saber se não estamos alimentando uma indústria de inutilidades mil.

A mudança desse panorama virá de cada um de nós, primeiramente como receptores mais exigentes que precisamos ser.

Depois, como transmissores, na esfera que nos caiba, dessa ideia de que todos esses meios de comunicação devem ser veículos do bem.

É tempo de despertar, mudar de canal ou desligarmo-nos das tomadas do mundo, e nos religarmos a Deus e aos nossos objetivos maiores aqui.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

A Promessa

Uma pessoa fez uma pesquisa informal sobre as orações
de pessoas de sua igreja percebeu que a maioria delas fazia
dois tipos de orações.

O primeiro era um SOS - não só "Salve Nossas Almas", mas
também "Ó Senhor, ajuda-nos agora".
O segundo era RNP - "Resolva Nossos Problemas".

As pessoas pediam que o Senhor eliminasse as necessidades,
lutas, tribulações e tentações.
Elas queriam vidas despreocupadas e perfeitas e acreditavam
plenamente que Deus havia prometido isso para elas.

Ela concluiu em sua pesquisa:
"A maioria das pessoas quer que Deus faça tudo."

Deus não prometeu que viveria nossa vida por nós - mas, sim, que
caminharia a estrada da vida conosco.

O nosso papel é ser fiel e obediente; o dEle é nos guiar, proteger e
ajudar.

Annie Johnson Flint reconheceu a verdadeira natureza da promessa
de Deus neste poema abaixo:

O QUE DEUS PROMOTEU

Deus não prometeu
Céu sempre azul,
Caminhos floridos
Por toda a nossa vida;
Deus não prometeu
Dias sempre ensolarados,
Alegria sem tristeza,
Paz sem dor.
Mas Deus prometeu
Forças para cada dia,
Descanso do trabalho,
Luz para o caminho
Graças nas dificuldades,
Socorro vindo do céu,
Consolo bem fiel,
Amor por toda a vida.

Faça o que você sabe que pode fazer hoje - e então
confie em Deus para o que você não pode fazer.
                                                     

domingo, 6 de outubro de 2013

Ações e palavras



O que você faz fala tão alto, que não consigo ouvir o que você diz.

O pensamento do filósofo e escritor americano, Ralph Waldo Emerson, precisa de nossa atenção.

Ações falam muito mais de nós mesmos do que nossas palavras.

Nossas palavras articulam-se por conveniência, por convenções e podem ser muito bem dissimuladas por força de nossa vontade, isto é, nem sempre contarão a verdade.

As ações mostram o que há em nossa alma, nossa índole, nossos valores.

É muito fácil falar. Mais difícil agir.

Francisco de Assis, missionário que resgatou a essência da mensagem do Cristo na Terra, em uma de suas pregações, afirmou:

A paz proclamada por vós com palavras deve habitar de modo mais abundante em vossos corações.

Isso significa que precisamos vivenciar algo para que nossas palavras e opiniões tenham peso. É a chamada autoridade moral.

Ela é válida na educação dos filhos, por exemplo.

Esses precisam identificar, nos genitores, o mesmo comportamento que estão exigindo deles.

Caso não encontrem essa referência, dificilmente seguirão qualquer recomendação educacional.

Os filhos poderão até obedecer, mas por medo, por ascendência da força, naquele momento.

Esse tipo de ascendência, porém, não dura. Tão logo se desvencilhem dos pais ou desenvolvam uma independência maior, voltarão a repetir as mesmas atitudes do ontem equivocado.

Resumindo: não aprenderam. Simplesmente atenderam a uma recomendação, por determinado tempo.

Por isso ouvimos falar na força do exemplo.

Os filhos copiam os pais em muitos aspectos. Imitam suas ações, sua forma de lidar com isso ou aquilo na vida. Seus conselhos só serão ouvidos se perceberem a força da autoridade moral embasando as falas.

A sabedoria de alguém não é medida pelo quanto ela sabe, conhece, mas pela qualidade de suas ações.

Vemos assim, no mundo, grandes vozes, de retórica impecável, mas cujas ações, no dia a dia, não condizem com seu verbo afiado.

Sobem nas tribunas do mundo, cantando a igualdade, a justiça, a defesa da população, quando em seu coração há apenas a busca pela satisfação de sua vaidade e egoísmo, tirando vantagem de tudo e de todos.

E muitas consciências de hoje estão tão doentes, tão obnubiladas, que nem sequer sentem algum tipo de remorso, culpa ou responsabilidade.

Despertarão mais tarde, possivelmente com a dor, com a força da lei de causa e efeito,colocando tudo de volta nos trilhos da alma descarrilhada.

Assim, cuidemos de nossas palavras e cuidemos de nossas ações.

O que fazemos fala muito mais alto do que aquilo que dizemos.

Lembremos do pensamento do filósofo:

O que você faz fala tão alto, que não consigo ouvir o que você diz.

O que acham do meu Naninha Cachorrinho?