segunda-feira, 26 de março de 2012

Somos confiáveis?


Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis,
pois os homens serão… ….traidores – 2 Timóteo 3:1,2,4
 
Diz uma ilustração que certa vez dois amigos passeavam pela floresta
até que se depararam com um urso.
Um deles, mais ágil, subiu na árvore mais próxima e em poucos segundos
estava aparentemente seguro.
 
O outro, tomado pelo medo, ficou de início paralisado.
Se lembrou de algo que ouviu e rapidamente se lançou ao chão,
fingindo-se de morto.
 
O urso se aproximou, cheirou sua cabeça e foi embora.
Quando o outro amigo desceu da árvore, brincando, perguntou:
O que o urso lhe disse ao ouvido?
Ele respondeu:
 
Disse que o verdadeiro amigo não abandona o outro numa situação de perigo.
 
Esta pequena fábula explica muito bem o que é traição.
É abandonar o outro quando mais precisa de nós, ou mesmo agir com falsidade,
enganar, ser infiel.
 
Os traidores são pessoas perigosas, pois aparentemente transmitem certa segurança,
mas quando menos se espera são infiéis e descumprem tratos e pactos.
 
Você não acha que o mundo está piorando neste sentido?
Pensemos nos casamentos.
Hoje, sendo estatisticamente conservador, a média de duração de um casamento
é de 10 anos.
Boa parte dos casais se separam porque o pacto de amor e entrega não é tão forte
como a rotina ou a tentação de trocar de marido ou esposa, experimentando algo novo.
 
Na China, tamanha é a preocupação com o crescente número de divórcios
que o correio criou um sistema onde os recém casados escrevem cartas para
o cônjuge que serão entregues aos destinatários após 7 anos.
 
Assim, quando passarem os anos e chegue o pensamento sobre divórcio,
os casais poderão lembrar quais foram os motivos que os uniram.
 
E no âmbito dos relacionamentos?
Por quantas pessoas você colocaria “a mão no fogo”?
Creio que um número menor do que há anos atrás, não é mesmo?
Em tempos tão competitivos onde cada um se importa consigo mesmo
a traição é um recurso usado por muita gente a fim de obter a vitória
e vantagens sobre seus concorrentes.
 
Na Bíblia, dos vários exemplos de traição, o mais impactante deles o caso
de Judas Iscariotes (Lucas 6.17).
Ele esteve com Jesus, ouviu sua mensagem, mas o acompanhava apenas
por interesse.
Entregou o Filho de Deus por miseráveis trinta moedas de prata
 – o preço de um escravo na época.
 
Nesses tempos difíceis em que vivemos, onde a traição se tornou algo comum
e rotineiro, não podemos nos conformar.
O nosso relacionamento vertical (com Deus) e horizontal (com as pessoas)
deve acontecer nas bases da fidelidade e lealdade.
 
E ao meditarmos sobre este tema devemos também olhar para nós mesmos.
Somos pessoas de palavra?
Somos confiáveis?
Cumprimos nossos compromissos?
Somos fiéis com relação a Deus e sua vontade?
Somos fiéis aos amigos, família e cônjuge?
 
Muitas decisões erradas em nossas vidas seriam evitadas se parássemos
para pensar pelo menos um minuto se estamos preparados para as
consequências dos nossos atos.
 
Peçamos a Deus discernimento e sejamos vigilantes.
 
“Vocês nos devem tratar como servidores de Cristo, que foram encarregados
de administrar a realização dos planos secretos de Deus.
 
O que se exige de quem tem essa responsabilidade é que seja fiel ao seu Senhor”.
– 1 Coríntios 4.1,2

O que acham do meu Naninha Cachorrinho?