sábado, 21 de dezembro de 2013

Natal comercial?



Quando nos convidaram a nos engajarmos na campanha dos Correios que, pelo Natal, objetiva brindar crianças carentes com presentes, não imaginamos que seria tão gratificante.

Primeiro foram as emocionantes cartas. Escritas por crianças das escolas públicas da capital paranaense, traduziam o sonho de cada uma.

Os pedidos variavam de bonecas a bolas e bicicletas. Houve um menino, de onze anos, que não pediu presente para si mas para o irmãozinho, que desejava muito um boneco Patati-Patatá.

Em cada cartinha, a alma da criança desnudando-se, como a da menina que afirmava ser muito bagunceira. Mas tinha certeza que podia melhorar.

A mãe lhe dissera que ela não merecia ganhar nada, mas ela, em nome do seu esforço de melhoria, pedia se seria possível ganhar uma boneca.

As crianças menores desenharam. Algumas somente rabiscaram o impresso com linhas indecisas. A professora, com letra caprichada, traduzia o que representava.

Um carro da Barbie com a Barbie dentro. Uma bola de futebol. Uma casa de bonecas.

Se as cartas foram emocionantes, a recepção dos presentes foi ainda mais.

Embalagens belíssimas, laços gigantes, coloridos, cartões-resposta às cartinhas e desejos de um Feliz Natal.

Permitimos que as lágrimas nos umedecessem os olhos, enquanto o coração nos parecia saltar do peito.

Perceber o carinho de cada pessoa, o esmero em atender o desejo expresso pela criança nos mostrava o amor se expressando.

Houve quem encomendasse o brinquedo pela internet porque não o encontrara nas várias lojas da capital.

Houve quem achasse que o pedido era singelo em demasia e acrescentou, por conta própria, algo mais.

Para um menino que somente pedira um tênis, a resposta foi acrescida de uma bola de futebol.

O que acham do meu Naninha Cachorrinho?