sexta-feira, 8 de março de 2013

Sinfonia - Olavo Bilac

Meu coração, na incerta adolescência, outrora,
Delirava e sorria aos raios matutinos,
Num prelúdio incolor, como o alegro da aurora,
Em sistros e clarins, em pífanos e sinos.
Meu coração, depois, pela estrada sonora
Colhia a cada passo os amores e os hinos,
E ia de beijo a beijo, em lasciva demora,
Num voluptuoso adágio em harpas e violinos.
Hoje, meu coração, num scherzo de ânsias, arde
Em flautas e oboés, na inquietação da tarde,
E entre esperanças foge e entre saudades erra...
E, heróico num final, nos clamores
Dos arcos, dos metais, das cordas, dos tambores,
Para glorificar tudo que amou na terra!

quinta-feira, 7 de março de 2013

A DESCOBERTA DE UMA CRIANÇA

Uma vez um menininho bastante pequeno, que contrastava com a escola bastante grande.
Uma manhã, a professora disse: Hoje nós iremos fazer um desenho. "Que bom!"- pensou o menininho. Ele gostava de desenhar leões, tigres, galinhas, vacas, trens e barcos.
Pegou a sua caixa de lápis de cor e começou a desenhar.
A professora então disse: Esperem, ainda não é hora de começar! 
Ela esperou até que todos estivessem prontos. 
Agora, disse a professora, nós iremos desenhar flores.
E o menininho começou a desenhar bonitas flores.
Com seus lápis rosa, laranja e azul. A professora disse: Esperem! Vou mostrar como fazer. E a flor era vermelha com caule verde. Assim, disse a professora, agora vocês podem começar.
O menininho olhou para a flor da professora E depois olhou para sua flor. 
Gostou mais da sua flor, mas não podia dizer isso. 
Virou o papel e desenhou uma flor igual a da professora. Era vermelha com caule verde.
Num outro dia, quando o menininho estava em aula ao ar livre,
A professora disse:
Hoje iremos fazer alguma coisa com o barro. "Que bom"!!!, pensou o menininho.
Ele gostava de trabalhar com barro.
Podia fazer com ele todos os tipos de coisas: elefantes, camundongos, carros e caminhões.
Começou a juntar e amassar a sua bola de barro.
Então, a professora disse:
Esperem, não é hora de começar! 
Ela esperou até que todos estivessem prontos.
Agora, disse ela, nós iremos fazer um prato.
Ele gostava de fazer pratos de todas as formas e tamanhos.
A professora disse: - Esperem! Vou mostrar como se faz. Assim, agora vocês podem começar. 
E o prato era um prato fundo. 
O menininho olhou para o prato da professora e depois par a seu próprio prato. Gostou mais do seu, mas não poderia dizer isso.
Amassou seu barro numa grande bola novamente e fez um prato fundo, igual ao da professora. 
E muito cedo o menininho aprendeu a esperar e a olhar e fazer as coisas exatamente como a professora.
E muito cedo ele não fazia coisas por si próprio.
Então aconteceu que o menininho teve que mudar de escola.
Era uma escola ainda maior que a primeira. 
Um dia a professora disse: Hoje vamos fazer um desenho. 
"Que bom!"- pensou o menininho, Esperando que a professora dissesse o que fazer. 
Ela não disse, apenas andava pela sala. Então veio até o menininho e disse: Você não quer desenhar? Sim, e o que nós vamos fazer? Eu não sei até que você o faça. Como eu posso fazê-lo? Da maneira que você gostar! E de que cor?
Se todo mundo fizer o mesmo desenho e usar as mesmas cores, como eu posso saber o que cada um gosta de desenhar?
Eu não sei...
Então o menininho começou a desenhar uma flor vermelha com caule verde...



Helen Buckley
Tradução do texto: Regina Gregório

quarta-feira, 6 de março de 2013

A JABUTICABEIRA

Um jovem se aproximou de um senhor idoso e perguntou: 
- Que planta é esta que o senhor está cuidando? 
- É uma jabuticabeira - respondeu o velho. 
- E ela demora quanto tempo para dar frutos?
- Ah, pelo menos uns quinze anos - informou o homem. 
- E o senhor espera viver tanto tempo assim? – indagou irônico, o rapaz. 
- Não, não creio que viva tudo isso, pois já estou no fim da minha jornada, disse o ancião. 
- Então, que vantagem você leva com isso, meu velho? 
E o velhinho respondeu calmamente: 
- Nenhuma, exceto a vantagem de saber que ninguém colheria jabuticabas se todos pensassem como você... 
Que seria de nós, se não plantássemos hoje a semente que servirá de alimento amanhã? 
Não podemos estar voltados somente para nós mesmos. Temos que pensar, também, nas gerações que estão por vir.
Temos que dar nossa colaboração. Muitas medidas tomadas hoje repercutirão no futuro. 
Tomara que você sinta orgulho de poder fazer, de alguma forma, parte dele e ter dado a sua contribuição.

terça-feira, 5 de março de 2013

Na terra do “Se” - Martha Medeiros

Se quem luta por um mundo melhor soubesse que toda revolução começa por revolucionar antes a si próprio.
Se aqueles que vivem intoxicando sua família e seus amigos com reclamações fechassem um pouco a boca e abrissem suas cabeças, reconhecendo que são responsáveis por tudo o que lhes acontece.
Se as diferenças fossem aceitas naturalmente e só nos defendêssemos contra quem nos faz mal.
Se todas as religiões fossem fiéis a seus preceitos, enaltecendo apenas o amor e a paz, sem se envolver com as escolhas particulares de devotos.
Se a gente percebesse que tudo o que é feito em nome do amor ( e isso não inclui o ciúme e a posse) tem 100% de chance de gerar boas reações e resultados positivos.
Se as pessoas fossem seguras o suficiente para tolerar opiniões contrárias às suas sem precisar agredir e despejar sua raiva.
Se fossemos mais divertidos para nos vestir e mobiliar nossa casa, e menos reféns de convencionalismo.
Se não tivéssemos tanto medo da solidão e não fizéssemos tanta besteira para evitá-la.
Se todos lessem bons livros.
Se as pessoas soubessem que quase sempre vale mais a pena gastar dinheiro com coisas que não vão para dentro do armários, como viagens, filmes e festas para celebrar a vida.
Se valorizássemos o cachorro-quente tanto quanto o caviar.
Se mudássemos o foco e concluíssemos que a infelicidade não existe, o que existe são apenas momentos infelizes.
Se percebêssemos a diferença entre ter uma vida sensacional e uma vida sensacionalista.
Se acreditássemos que uma pessoa é sempre mais valiosa do que uma instituição: é a instituição que deve servir a ela, e não o contrário.
Se quem não tem bom humor reconhecesse sua falta e fizesse dessa busca a mais importante da sua vida. 
Se as pessoas não se manifestassem agressivamente contra tudo só para tentar provar que são inteligentes.
Se em vez de lutar para não envelhecer, lutássemos para não emburrecer.
Se.

sábado, 2 de março de 2013

Seja Um Hereford - Por Robert D. Foster


Um velho vaqueiro passou anos trabalhando em fazendas de gado,
onde tempestades de inverno cobravam tributo pesado do rebanho,
devido às gélidas chuvas e ventos ferozes que faziam a neve
se acumular em enormes montes.
As temperaturas geralmente desciam abaixo de zero.
A maioria dos animais voltava as costas para as lufadas de gelo
e lentamente caminhava a favor do vento,
até que a cerca os detivesse e ali acabava morrendo.

Mas a raça hereford agia de modo diferente.
Animais desta raça instintivamente voltavam-se contra o vento,
posicionando-se lado a lado, enfrentando as rajadas da tempestade,
cabeças abaixadas contra a violência do ataque.
O resultado era a sobrevivência do rebanho.
Que lição valiosa a ser aprendida:
"Enfrente as tempestades da vida de frente" !

É preciso entender os ventos da adversidade.
Lembro-me de tempos extremamente difíceis quando me sentia
tentado a “jogar a toalha”, enfiar a cabeça na areia ou esperar soar o gongo
e encerrar o combate.
Meu bom amigo e escritor Jerry Bridges apresentou algumas boas respostas
para mim em seu livro, “Trusting God Even When Life Hurts”
(Confiando em Deus Mesmo Quando a Vida o Fere”, especialmente no capítulo,
“Growing Through Adversity” (Crescendo na  Adversidade).
Também memorizei o Salmo 46.1 e encontrei socorro nas horas de crise:
“Deus é o nosso refúgio e a nossa fortaleza, auxílio sempre presente na adversidade”.

O escritor e orador Napoleon Hill declarou:
“Cada adversidade, cada fracasso, cada sofrimento carrega em si a semente
de um benefício igual ou maior”.
Que semente é essa da qual ele fala? Na Bíblia encontramos vários exemplos:
Abraão, no livro de Gênesis, passou muitos anos aprendendo como obedecer,
a quem obedecer e quando obedecer.
Ao longo do processo ele encontrou desvios, disputas e decepções,
mas Deus recompensou sua fé e obediência,
mesmo em face da adversidade e incerteza.
Jó, no livro que leva seu nome, viveu anos de prosperidade, felicidade e sucesso.
Depois, o teto desabou sobre sua vida, as paredes ruíram
e ele se tornou um total fracasso.
Perdeu família, fortuna, fama e saúde.
Compreensivelmente ele lamentou:
“Deus me esmaga com uma tempestade e sem motivo aumenta
as minhas feridas”(Jó 9.17).
Foi então que ele descobriu a importância de esperar, semanas ou meses.
Aprendeu o valor da paciência na adversidade. Jó declarou:
 “Mesmo que Ele me mate, Nele confiarei”.
Quando a promessa parecia falhar, descobriu que sempre se pode confiar
Naquele que faz a promessa.
José, também em Gênesis, viveu em uma montanha-russa 24 horas por dia durante anos.
Em instantes passou de favorito do pai para o fundo do poço;
de posição de destaque para prisão; da cela para o palácio;
da penúria para o posto de primeiro-ministro.
E foi capaz de declarar aos irmãos traidores:
“Vocês planejaram o mal contra mim, mas Deus o tornou em bem” (Gênesis 50.20).
A Bíblia ensina o que poderíamos chamar de “lei do aumento”.
“Ouçam com atenção: a menos que um grão de trigo seja enterrado no solo
e  morra para o mundo, nunca será nada mais do que um grão de trigo.
Mas se é enterrado, ele germina e se reproduz muitas vezes” (João 12.24).
Às vezes, aparência de morte é simplesmente prenúncio de vida!

Quando a adversidade surgir – e ela surgirá – lembre-se e firme-se nesta verdade:
“Deus é o nosso refúgio e a nossa fortaleza, auxílio sempre presente na adversidade”
(Salmo 46.1).

sexta-feira, 1 de março de 2013

Montanhas que voce não tem condições de escalar


A satisfação que vem de Deus é recebida
após a submissão, e não conferida como
prêmio após a conquista.

Há certas montanhas que só Deus pode escalar.
Não é que voce não deva tentar; é que voce não vai conseguir.

Se a palavra Salvador faz parte da descrição de cargo, é porque voce
a colocou ali.
Sua função é ajudar o mundo, não salvar o mundo.
O monte Messias é uma montanha que voce não tem condições de escalar.

Nem a montanha Autossuficiência.
Voce não é capaz de dirigir o mundo, nem de sustentá-lo.

Algumas pessoass acham que conseguem.
Acham que se fizeram por esforço próprio.
Não dobram os joelhos; apenas arregaçam as mangas e se dedicam a mais
um dia de doze  horas - que talvez seja suficiente quando se trata de ganhar
a vida ou montar um negócio.

Mas quando enfrentarm a sepultura ou a culpa, seu poder não faz nenhuma
mágina.

Voce não foi feito para dirigir um reino, e ninguém espera que seja todo-poderoso.
E certamente voce não é capaz de lidar com toda a glória.

O monte Aplauso é o mais sedutor dos três picos.
Quanto mais alto voce sobe, mais as pessoas aplaudem;
porém, mais rarefeito torna-se o ar.

Mais de uma pessoa chegou ao topo e gritou:
"A glória é toda minha!", mas perdeu o equilibrio e caiu.

O que acham do meu Naninha Cachorrinho?