sábado, 5 de outubro de 2013

Ações cruéis



Em se observando a enorme diversidade dos animais, descobre-se como o Pai Criador foi pródigo em tudo providenciar ao homem.

Os animais o vestem com suas peles, o alimentam com seus ovos, seu leite, sua carne. Aquecem-no com suas penas e lã.

Com alegria, lhe deliciam os ouvidos tecendo sinfonias nos ramos das árvores ou aprisionados em gaiolas douradas.

Retribuem as carícias com fidelidade extremada, até o sacrifício da própria vida.

Em uma palavra, servem a Humanidade. E o que tem feito o homem pelos animais?

Basta se viaje e nas rodovias se encontram à venda várias aves, especialmente periquitos e papagaios, recém retirados do seu habitat.

Repousam ali, sobre varas improvisadas, de asas cortadas para não alçarem vôo.

Se a necessidade ou a ignorância de quem as retira da mata pode ser entendida, como se desculpar o homem que passa no seu carro, a negócios ou a passeio, que pára e adquire o espécime?

Para quê? Para servir de brinquedo ao filho? Por quanto tempo? Para servir de adorno?

Logo, o bichinho está relegado a um canto, triste. Morre cedo, na maioria das vezes, porque longe da liberdade da sua mata, quando não por doenças que contrai pela alimentação inadequada que recebe.

De outras vezes, descobre-se nos centros urbanos, junto a piscinas improvisadas ou nos jardins, tartarugas e cágados.

Também retirados pequenos do seu local de origem, fazem a alegria da criançada... Por algum tempo.

Até crescerem tanto que deixam de ser engraçadinhos. Alimentados de forma incorreta, têm os seus cascos amolecidos e acabam sendo entregues, quando o são, a zoológicos da cidade.

Para que tirá-los da condição de liberdade?

Tudo isso demonstra a crueldade do ser humano. Crueldade que é fruto do seu egoísmo e do pouco valor que dá à vida.

Já se viu, muitas vezes, burros e mulas com os ossos à mostra, carregando fardos pesadíssimos. E ainda recebendo chicotadas. Fome, trabalho excessivo, maus tratos.

Patos e suínos confinados em espaços mínimos, em especial regime de engorda. Prisioneiros, para acelerar a hora de serem levados ao mercado consumidor ou produzirem a melhor iguaria para sofisticados pratos.

Onde o respeito à vida, à natureza, ao ser inferior?

Conscientizemo-nos de que somente alcançaremos a felicidade, quando não venhamos a distribuir o mal, seja para a Terra que nos agasalha, seja para os seres que a habitam.

Porque em síntese, toda agressão à natureza redunda em prejuízo para quem a pratica.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Adversário da felicidade



Eles formavam um casal harmônico. Jovens e belos desfilavam pelas ruas de mãos dadas e sorrisos nos lábios.

Tudo parecia lhes sorrir. Profissionais liberais, administravam sua agenda de forma que a profissão não lhes tomasse todas as horas.

Escoavam os meses e se reprisavam os anos de gentilezas, traduzindo carinhoso afeto.

Até que um dia, um cliente mais ousado tomou atitudes indevidas e, embora fosse rechaçado com firmeza pela jovem esposa, o esposo se encheu de ciúmes.

A partir de então, o relacionamento começou a deteriorar. Ele se tornou frio para com ela. Os diálogos amigos se transformaram em monossílabos forçados.

Ela passou a agasalhar mágoa no seu coração.

Finalmente, optaram pela separação. A pedido dela, ele saiu de casa. Agora se encontravam somente no campo profissional, pois trabalhavam no mesmo local.

As noites solitárias começaram a se tornar intermináveis e ele passou a sentir a falta dela. Analisou os motivos da separação e descobriu que havia sido muito infantil. Resolveu pedir desculpas e retornar ao lar.

Em uma noite, decidiu que, ao se erguer pela manhã, iria até uma floricultura, compraria lindas flores e as remeteria para a sua amada.

Escolheu versos cheios de amor para esconder entre o ramalhete delicado:

Alma gêmea da minh'alma.

Flor de luz da minha vida.

Sublime estrela caída das belezas da amplidão.

És meu tesouro infinito.

Juro-te eterna aliança.

Porque eu sou tua esperança.

Como és todo o meu amor.

Adormeceu pensando em como se ajoelharia aos seus pés, confessando-lhe o amor que sentia.

Quando amanheceu o dia, vestiu-se, perfumou-se e foi até a frente da casa. Então, se sentiu um tolo romântico.

E se ela não o perdoasse? E se ela não estivesse disposta a reatar o relacionamento?

Afastou-se. Durante todo aquele dia a ideia não lhe saía da cabeça. Afinal, ela estava ali, tão perto, trabalhando na outra sala. Não encomendou as flores. Mas leu e releu os versos que escrevera. Chegou a noite, cheia de estrelas.

O quarto de hotel parecia sufocá-lo. Saiu, comprou flores, escreveu os versos em lindo cartão e se dirigiu para a casa dela.

A passo acelerado, foi chegando. Tinha na mente, para sair pelos lábios, todas as frases de perdão e juras de amor.

Com o coração em descompasso, bateu à porta. A empregada atendeu chorosa e vendo-o, apontou para o interior da sala.

A jovem tivera um problema cardíaco e morrera. As flores que ele levava serviram para lhe adornar o caixão. Mas os versos que ele fizera, esses ele não poderia jamais declamar aos seus ouvidos. Era tarde demais...

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Acreditar e agir



Um viajante caminhava pelas margens de um grande lago de águas cristalinas e imaginava uma forma de chegar até o outro lado, onde era seu destino.

Suspirou profundamente enquanto tentava fixar o olhar no horizonte. A voz de um homem de cabelos brancos quebrou o silêncio momentâneo, oferecendo-se para transportá-lo. Era um barqueiro.

O pequeno barco envelhecido, no qual a travessia seria realizada, era provido de dois remos de madeira de carvalho.

O viajante olhou detidamente e percebeu o que pareciam ser letras em cada remo. Ao colocar os pés empoeirados dentro do barco, observou que eram mesmo duas palavras.

Num dos remos estava entalhada a palavra acreditar e no outro, agir.

Não podendo conter a curiosidade, perguntou a razão daqueles nomes originais dados aos remos.

O barqueiro pegou o remo, no qual estava escrito acreditar, e remou com toda força.

O barco, então, começou a dar voltas, sem sair do lugar em que estava.

Em seguida, pegou o remo em que estava escrito agir e remou com todo vigor.

Novamente o barco girou em sentido oposto, sem ir adiante.

Finalmente, o velho barqueiro, segurando os dois remos, movimentou-os ao mesmo tempo e o barco, impulsionado por ambos os lados, navegou através das águas do lago, chegando calmamente à outra margem.

Então, o barqueiro disse ao viajante:

Este barco pode ser chamado de autoconfiança. E a margem é a meta que desejamos atingir.

Para que o barco da autoconfiança navegue seguro e alcance a meta pretendida, é preciso que utilizemos os dois remos, ao mesmo tempo, e com a mesma intensidade: agir e acreditar.

Não basta apenas acreditar, senão o barco ficará rodando em círculos. É preciso também agir, para movimentá-lo na direção que nos levará a alcançar a nossa meta.

Agir e acreditar. Impulsionar os remos com força e com vontade, superando as ondas e os vendavais e não esquecer que, por vezes, é preciso remar contra a maré.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Administrando o medo

Recente pesquisa revelou que muitos brasileiros vivem dominados pelo medo.

Medo que vai desde o de ser assaltado, perder um filho, descobrir que tem uma doença grave, não conseguir pagar as contas, a sofrer um acidente, ter um ataque cardíaco ou perder o parceiro.

Alguns dos entrevistados revelaram que nem saem de casa ou que, em casa, vivem em sobressalto, ao menor ruído estranho.

Naturalmente, vivemos num mundo onde há muita violência, maldade e dificuldades.

Mas é importante se pense um pouco, a fim de não se engrossar o rol dos que vivem sob a injunção do medo, perdendo anos preciosos das próprias vidas.

Assim, não sofra por antecipação. Algumas pessoas, sugestionáveis, assistem imagens violentas na TV e acham que fatos como aqueles poderão acontecer com alguém da sua família.

Tomar precauções é recomendável. A ninguém se pede que seja incauto, imprevidente.

Mas daí a ficar pensando, a toda hora, que algo terrível vai acontecer, será o mesmo que desistir da vida desde agora.

Pessoas que assim agem podem não se tornar vítimas de acidentes, de assaltos ou de doenças, mas do próprio medo.

Medo que as manterá infelizes, isoladas.

Por isso, nunca deixe que o medo o paralise. Faça o que tiver que fazer: ir à escola, às compras, ao templo religioso.

Se enfrentar medos e preocupações sozinho lhe parecer difícil, procure ajuda. Pode ser de um psicólogo, de grupos de pessoas que sofrem problemas semelhantes ou de um bom amigo.

E, em vez de se torturar com uma infinidade de contas a pagar, pense mais antes de adquirir o novo eletrodoméstico, de realizar a viagem dos seus sonhos, comprar a roupa da moda.

Aprenda a viver de acordo com os recursos que dispõe. Dê um passo de cada vez. Planeje férias com antecedência. Programe-se.

Não gaste tudo que ganha. E, muito menos, não gaste o que ainda não ganhou.

Não fique pensando em ganhar na loteria, na sena, na loto, no programa televisivo. Trabalhe e sinta orgulho de poder, com seu próprio esforço, ir adquirindo o de que necessita.

Em vez de ficar pensando na possibilidade de se manifestar essa ou aquela doença terrível, opte por fazer check-up anual.

Não espere para ir ao médico somente quando a dor o atormente, um problema de saúde se manifeste.

Procure o médico para saber se está tudo bem com você. Faça exames. Pratique exercícios sob supervisão.

Ande até a panificadora, em vez de ir sempre de carro. Pratique jardinagem, lave o carro.

Pense, sobretudo, positivamente: Deus protege a minha vida. Sou abençoado por Deus. Sou filho de Deus.

Trabalhe com alegria, ganhando as horas. Não transforme o seu ambiente profissional em um cárcere de torturas diárias.

Sorria mais. Faça amigos. Converse com os amigos. Estabeleçam, entre vocês, um cuidado mútuo.

Isso no que se refere a você, aos seus filhos, ao seu patrimônio.

Unidos seremos fortes.

Enfim, não tenha medo do medo. Ele é um legado saudável e protetor. Mas se torna um problema quando fica exagerado ou irracional.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Colcha em crochet Ki-Cor



Colcha em crochet Ki-Cor

Colcha em crochet Ki-Cor

Colcha em crochet Ki-Cor

Colcha em crochet Ki-Cor

Colcha em crochet Ki-Cor

Colcha em crochet Ki-Cor

Colcha em crochet Ki-Cor

Colcha em crochet Ki-Cor


Colcha em crochet feita com fio de lã de primeira qualidade, muito colorida e versátil, use na cama, sofá ou poltrona, para alegrar e aquecer sua casa, também na opção com linha.

Está peça mede 1,70 x 1,40.



Se tiver interesse ou dúvida sobre essa peça, deixe um comentário.

Como eu, Tita Carré, sou aos olhos da minha filha

Como eu Tita Carré, sou aos olhos da minha filha

Esse desenho acima, como vocês já devem ter deduzido pelo título do Post, sou eu, interpretação que a minha filha Laura fez ....
Estou guardando todos seus desenhos, hábito que acredito que outras mães como eu, também o tenham.
E quem não gosta de se ver avaliada, como uma bonequinha muito simpática, com um coração na cabeça e outro no peito, realmente sou muito emoção... e como não poderia ser, se faço arte com as mãos...

This drawing above, as you may have inferred from the title of the post, am I interpreting that my daughter Laura made ​​....
I'm saving all your drawings, a habit that I think other mothers like me, also have.
And who does not like to see evaluated as a doll very friendly, with a heart in the head and another in the chest, I really am very emotion ... and as it could be, if I do art with my hands ...

Dicas de leitura - Os melhores livros para crianças de 10 anos

1 – Ou Isto Ou Aquilo
Autor: 
Cecília Meireles
Editora: Nova Fronteira
Este clássico da poesia brasileira é uma ótima forma de introduzir esse gênero literário às crianças, pois é de fácil compreensão e gostoso de ler. Os poemas abordam temas relacionados ao universo infantil e suas fantasias – jogos, brincadeiras, animais etc.
2 – Mais Respeito, Eu Sou Criança!
Autor: 
Pedro Bandeira
Editora: Moderna
Esta é outra obra que desperta o gosto pela poesia, pois os poemas são feitos para crianças e sobre crianças. Preconceito, sonhos e identidade são alguns dos temas tratados no livro.
3 – Será o Benedito!
Autor: 
Mário de Andrade
Editora: Cosac Naify
Esta crônica é muito bonita, apesar de triste. É emocionante e faz até chorar. Em forma de bate-papo, Mário de Andrade fala sobre a amizade e as diferenças entre a vida no campo e na cidade, ao narrar a relação entre um homem urbano e um garoto do interior de São Paulo.
4 – Pluft, o Fantasminha
Autor: 
Maria Clara Machado
Editora: Agir
Esta obra de 1955 tem uma linguagem diferente para as crianças, pois é uma peça teatral que estimula a imaginação por meio do seu texto movimentado e de suas belas ilustrações.
5 – Coleção Sherlock Holmes
Autor: 
Sir Arthur Conan Doyle
Editora: Melhoramentos
Falar de suspense sem citar o detetive Sherlock Holmes, famoso personagem da literatura britânica, é praticamente impossível. Os fãs do gênero têm de ler.
6 – Coleção Turma dos Tigres
Autor: 
Thomas Brezina
Editora: Ática
Esses suspenses são mais modernos (começaram a ser lançados na década de 1990) e atraem principalmente os meninos, com histórias sobre fantasmas, monstros, vampiros, caveiras, cavalos assombrados, bruxas, múmias etc.

7 – Contos de Enganar a MorteAutor: Ricardo Azevedo
Editora: Ática
Não se intimide pelo título. Apesar de Azevedo recontar histórias folclóricas que tratam da morte, ele o faz de forma tão natural e com tanto bom humor que consegue arrancar boas gargalhadas das crianças.
8 – Planeta Corpo
Autor: 
Antonio di Benedetto
Editora: Globo
Cheio de aventuras que divertem as crianças, o livro explora o corpo humano como se ele fosse um planeta, convidando o leitor a viajar por suas diversas partes.
9 – Guia Ecokids – Animais Brasileiros Ameaçados de Extinção
Autor: 
Marli Mitsunaga
Editora: Caramelo
Esta obra deve ser lida pelas crianças para que conheçam as muitas espécies da fauna brasileira e saibam quais delas podem desaparecer do planeta. Depois da leitura, certamente a vontade de preservar a natureza estará acesa.
10 – Coisas Que Todo(a) Garoto(a) Deve Saber
Autor: 
Antonio Carlos Vilela
Editora: Melhoramentos
Os quase pré-adolescentes têm muitas curiosidades sobre as mudanças que ocorrem em seus corpos e sobre o comportamento do sexo oposto. E esse livro traz ótimas respostas e dicas sobre saúde, beleza, moda e comportamento.
11 – Chiclete: O Incrível Garoto Que Encolhe e o Incrível Quebra-Queixo Supergaláctico
Autor: 
Megan McDonald
Editora: Salamandra
Estes livros atraem especialmente os meninos pois narram, de maneira gostosa, as aventuras de um garoto, mas também podem ser lidos por meninas. É que, para elas, a autora Megan McDonald preparou a coleção do próximo item.
12 – Coleção Judy Moody
Autor: 
Megan McDonald
Editora: Salamandra
Esses livros de capas coloridas e vibrantes contam histórias que têm tudo a ver com o universo feminino. Além disso, tratam de assuntos importantes abordados na escola, como meio ambiente, de forma divertida e despretensiosa

O que acham do meu Naninha Cachorrinho?