quarta-feira, 13 de junho de 2012

POBRES ALUNOS, BRANCOS E POBRES...

Depois da lamentável decisão das “cotas raciais” (racismo) do S.T.F. , o artigo abaixo é muito atual, apesar de ser de 2009.
Entre as lembranças de minha vida, destaco a alegria de lecionar Português e Literatura no Instituto de Educação, no Rio.
Começávamos nossa lida, pontualmente, às 7h15.
Sala cheia, as alunas de blusa branca engomada, saia azul, cabelos arrumados.
Eram jovens de todas as camadas.
Filhas de profissionais liberais, de militares, de professores, de empresários, de modestíssimos comerciários e bancários.
Elas compunham um quadro muito equilibrado.
Negras, mulatas, bem escuras ou claras, judias, filhas de libaneses e turcos, algumas com ascendência japonesa e várias nortistas com a inconfundível mistura de sangue indígena.
As brancas também eram diferentes.
Umas tinham ares lusos, outras pareciam italianas.
Enfim, um pequeno Brasil em cada sala.Todas estavam ali por mérito!
O concurso para entrar no Instituto de Educação era famoso pelo rigor e pelo alto nível de exigências.
Na verdade, era um concurso para a carreira de magistério do primeiro grau, com nomeação garantida ao fim dos sete anos. 
Nunca, jamais, em qualquer tempo, alguma delas teve esse direito, conseguido por mérito, contestado por conta da cor de sua pele!
Essa estapafúrdia discriminação nunca passou pela cabeça de nenhum político, nem mesmo quando o País viveu os difíceis tempos do governo autoritário.
Estes dias compareci aos festejos de uma de minhas turmas, numa linda missa na antiga Sé, já completamente restaurada e deslumbrante.
Eram os 50 anos da formatura delas!
Lá estavam as minhas normalistas, agora alegres senhoras, muitas vovós, algumas aposentadas, outras ainda não.
Lá estavam elas, muito felizes.
Lindas mulatas de olhos verdes. Brancas de cabelos pintados de louro. Negras elegantérrimas, esguias e belas. Judias com aquele ruivo típico. E as nortistas, com seu jeito de índias. Na minha opinião, as mais bem conservadas.
Lá pelas tantas, a conversa recaiu sobre essa escandalosa mania de cotas raciais.
Todas contra! Como experimentadas professoras, fizeram a análise certa.
Estabelecer igualdade com base na cor da pele?
A raiz do problema é bem outra.
Onde é que já se viu isso?
Se melhorassem de fato as condições de trabalho do ensino de primeiro e segundo graus na rede pública, ninguém estaria pleiteando esse absurdo. 
Uma das minhas alunas hoje é titular na Uerj. Outra é desembargadora. Várias são ainda diretoras de escola. Duas promotoras.
As cores, muitas. As brancas não parecem arianas. Nem se pode dizer que todas as mulatas são negras.
Afinal, o Brasil é assim. A nossa mestiçagem aconteceu.
O País não tem dialetos, falamos todos a mesma língua. Não há repressão religiosa.
A Constituição determina que todos são iguais perante a lei, sem distinção de nenhuma natureza!
Portanto, é inconstitucional querer separar brasileiros pela cor da pele.
Isso é racismo! E racismo é crime inafiançável e imprescritível.
Perguntei: qual é o problema, então?É simples, mas é difícil.
A população pobre do País não está tendo governos capazes de diminuir a distância econômica entre ela e os mais ricos. Com isso se instala a desigualdade na hora da largada. Os mais ricos estudam em colégios particulares caros. Fazem cursinhos caros. Passam nos vestibulares para as universidades públicas e estudam de graça, isto é, à custa dos impostos pagos pelos brasileiros, ricos e pobres.
Os mais pobres estudam em escolas públicas, sempre tratadas como investimentos secundários, mal instaladas, mal equipadas, mal cuidadas, com magistério mal pago e sem estímulos.Quem viveu no governo Carlos Lacerda se lembra ainda de como o magistério público do ensino básico era bem considerado, respeitado e remunerado.
Hoje, com a cidade do Rio de Janeiro devastada após a administração de Leonel Brizola, com suas favelas e seus moradores entregues ao tráfico e à corrupção, e com a visão equivocada de que um sistema de ensino depende de prédios e de arquitetos, nunca a educação dos mais pobrescaiu a um nível tão baixo.
Achar que os únicos prejudicados por esta visão populista do processo educativo são os negros é uma farsa. Não é verdade.Todos os pobres são prejudicados: os brancos pobres, os negros pobres, os mulatos pobres, os judeus pobres, os índios pobres!
Quem quiser sanar esta injustiça deve pensar na população pobre do País, não na cor da pele dos alunos.
Tratem de investir de verdade no ensino público básico.
Melhorar o nível do magistério. Retornar aos cursos normais.
Acabar com essa história de exigir diploma de curso de Pedagogia para ensinar no primeiro grau. Pagar de forma justa aos professores, de acordo com o grau de dificuldades reais que eles têm de enfrentar para dar as suas aulas. Nada pode ser sovieticamente uniformizado. Não dá.

Para aflição nossa, o projeto que o Senado vai discutir é um barbaridade do ponto de vista constitucional, além de errar o alvo.
Se desejam que os alunos pobres, de todos os matizes, disputem em condições de igualdade com os ricos, melhorem a qualidade do ensino público.
Economizem os gastos em propaganda.
Cortem as mordomias federais, as estaduais e as municipais.
Impeçam a corrupção. Invistam nos professores e nas escolas públicas de ensino básico.

O exemplo do esporte está aí: já viram algum jovem atleta, corredor, negro ou não, bem alimentado, bem treinado e bem qualificado, precisar que lhe dêem distâncias menores e coloquem a fita de chegada mais perto? É claro que não. É na largada que se consagra a igualdade.
Os pobres precisam de igualdade de condições na largada.
Foi isso o que as minhas normalistas me disseram na festa dos seus 50 anos de magistério!
Com elas, foi assim.

*Sandra Cavalcanti, professora, jornalista, foi deputada federal constituinte, secretária de Serviços Sociais no governo Carlos Lacerda, fundou e presidiu o BNH no governo Castelo Branco.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Garanta o seu futuro

Não se trata de mau agouro. 

Não se trata de pessimismo. 

Não se trata de fanatismo religioso.
Nem tão pouco de uma crise de apocalipse. 

Antes é uma palavra pensada, refletida, estudada e séria. 

Baseia-se na justiça. Baseia-se na história. Baseia-se na experiência. Baseia-se na revelação.

Tudo se resume numa frase muito simples:
“Os pecadores não têm futuro; eles são como uma luz que está se apagando” (Provérbios 24:20, BLH).

Você precisa acreditar que é isso mesmo: o pecador não arrependido não tem futuro. 

Ele é “como a palha que o vento dispersa” (Salmo 1:4). 

O fim deles é amargo, é frustrante, é horrível, é trágico e, além de tudo, é definitivo e irreversível.

Pare um pouco. Revolva o seu passado. Pese todos os acontecimentos. Desça fundo. Consulte a consciência. 

Veja se a liberdade de viver não sob regras tem na verdade compensado. 

Não se deixe levar apenas pelo prazer do pecado ou pelo gozo da carne. 

Considere também o preço de cada sensação pecaminosa.

Você tem outra opção. 

Enquanto os pecadores “são como uma luz que está se apagando”, 

o caminho oposto é “como a luz da aurora que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito” (Provérbios 4:18). 

Transfira-se para o outro lado. 

Via arrependimento, via conversão, via comprometimento com a luz.

Apresente-se diante de Deus como uma pessoa falida, extremamente necessitada da graça, 

humilde, suplicante e, ao mesmo tempo, cheia de fé. 

Preze o seu futuro. 

Ele é muito maior do que você pensa. 

O futuro que você não pode jogar fora não se limita apenas a esta vida. 

Ele atravessa a barreira da morte física, livra-se do tempo e penetra na eternidade. 

Um futuro deste tamanho, por misericórdia, você precisa respeitar. 

Garanta hoje o seu futuro!

segunda-feira, 11 de junho de 2012

A LENDA DO GIRASSOL

Dizem que existia no céu uma estrelinha tão apaixonada pelo Sol que era a primeira a aparecer de tardinha, antes que ele se escondesse.
E toda vez que o Sol se punha ela chorava lágrimas de chuva.
... A Lua falava com a estrelinha que assim não podia ser. Que a estrela nasceu para brilhar à noite e que não tinha sentido esse amor.
Mas a estrelinha amava cada raio de sol como se fosse a única luz de sua vida. Esquecia até sua própria luzinha.
Um dia ela foi falar com o Rei dos Ventos para pedir a sua ajuda, pois queria ficar olhando o Sol, sentindo o seu calor eternamente.
O Rei dos Ventos disse que seu sonho era impossível, a não ser que ela abandonasse o céu e fosse morar na Terra, deixando de ser estrela.
A estrelinha não pensou duas vezes: virou uma estrela cadente e caiu na Terra em forma de semente.
O Rei dos Ventos plantou esta sementinha com muito carinho e regou com as mais lindas chuvas.
A sementinha virou planta. As suas pétalas foram se abrindo, girando devagarinho, seguindo o giro do Sol no Céu.
É por isso que os girassóis até hoje explodem seu amor em lindas pétalas amarelas.

Texto enviado por Rita de Cássia Romagnolli.

domingo, 10 de junho de 2012

Recados em Preto e branco 2



















O SIGNIFICADO DAS CHAMAS.


CHAMA AZULADA: pede-se paciência, pois seu pedido logo será realizado. 

CHAMA AMARELA: sua felicidade esta próxima. 

... CHAMA VERMELHA: seu pedido esta sendo realizado. 

CHAMA BRILHANTE: seu pedido esta tendo êxito. 

CHAMA QUE LEVANTA E ABAIXA: Se concentre no seu pedido, pois a sua mente esta muito tumultuada. 

CHAMA QUE SOLTA FAGULHA NO AR: Pode haver algum desapontamento ou aborrecimento antes do seu pedido se realizar. O Anjo colocará alguém no seu caminho para comunicar o que você deseja. 

CHAMA QUE PARECE UMA ESPIRAL: seus pedidos serão alcançados, o Anjo já está levando sua mensagem. Não comente com ninguém sobre seu pedido, pois alguém próximo poderá atrapalhar. 

CHAMA ENFRAQUECIDA: é preciso reforçar seu pedido. 

CHAMA QUE PERMANECE BAIXA: esta não é ainda a hora de seu desejo se realizar.Há uma necessidade de você cuidar primeiro do seu astral. 

CHAMA QUE VACILA: O Anjo demonstra que, devido às circunstâncias, seu pedido terá algumas transformações (necessárias),antes que seu pedido se realize. 

PAVIO QUE SE DIVIDE EM DOIS: o pedido foi feito de forma dúbia, não foi feito com fé, faça-o novamente. Se a vela apaga depois de acesa, (sem muito vento ao redor):seu anjo fará a parte mais difícil, o resto é com você. 

QUANDO A VELA QUEIMA POR INTEIRO: seu pedido foi aceito. 

QUANDO A VELA FORMA UMA ESCADA AO LADO: seu pedido esta sendo realizado. 

QUANDO SOBRA MUITA CERA NO PRATO: acenda o que sobrou, pois existem forças negativas tentando atrapalhar. Quando terminar acenda outra e agradeça seu anjo.

A VELA QUE NÃO ACENDE PRONTAMENTE: O Anjo pode estar tendo dificuldades para ancorar. O astral ao seu redor pode estar poluído. 

PONTA DO PAVIO BRILHANTE: você terá muita sorte e sucesso em seu pedido.

VELA QUE CHOROU MUITO: você esta sem forças e muito emotiva(o),isso faz com que seu anjo tenha um pouco de dificuldade para realizar seu pedido. Ponha toda sua Fé em seu pedido.Confie em Deus, na Deusa, seu Santo de Devoção, seu Anjo Guardião, ou em você mesmo. A vela é unicamente um instrumento para representar sua força e canalizar o fluxo do Universo em forma de LUZ em seu favor.

Texto enviado por Rita de Cássia Romagnolli.

sábado, 9 de junho de 2012

Em viagem

A existência terrestre é uma viagem educativa.
Começa na meninice, avança pelos caminhos claros da plenitude física, e altera-se na noite da enfermidade ou da velhice,para renovar-se, além da morte.
Reparemos, pois, como seguimos.
Não nos agarremos aos bens materiais, senão no estritamente necessário para que nos façamos valioso irmão no concurso aos companheiros de jornada e útil a nós mesmos.
Há muitos viajores que sucumbem na caminhada sob pesados madeiros de ouro a que se atam, desorientados.
Não reclamemos devotamento do próximo, e, sim, amemos e auxiliemos a todos os que se aproximem de nós, para que nosso amor não desça do Alto aos tenebrosos despenhadeiros do exclusivismo.
Não prossigamos viagem guardando ressentimento, para que não aconteça de nos prendermos impensadamente aos labirintos do ódio.
Muitos viajantes, a pretexto de fazerem justiça, tombam, insensatos, em escuras armadilhas da crueldade e da intriga, com incalculáveis prejuízos no tempo.
Recordemos que iniciamos a excursão terrestre sem qualquer patrimônio e encontramos carinhosos braços de mãe que nos embalaram, amparando-nos, em nome do Eterno.
Lembremo-nos de que nada possuímos, à frente do Pai Celestial, senão nossa própria alma e, por isso mesmo, só emnossa alma amealharemos o tesouro que a ferrugem não consome e que as traças não roem.
Prazer e dor, simplicidade e complexidade, escassez e abastança, beleza da forma ou tortura do corpo físico, são simplesmente lições.
O caminho do mundo, que atravessamos cada dia, é apenas escola.
Nossos afetos mais doces são companheiros com tarefas diferentes das nossas.
Sigamos sem imposição, sem preguiça, sem queixa nem exigência.
O corpo é nosso veículo santo.
Não lhe desrespeitemos a harmonia.
A experiência é nossa instrutora.
Não lhe menosprezemos o ensinamento.

O que acham do meu Naninha Cachorrinho?