quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Esperança

Uma pobre mulher morava em uma humilde casa com sua neta, que estava muito doente.
Como não tinha dinheiro para levá-la a um médico e, vendo que, apesar de seus muitos 

cuidados, a pobre menina piorava a cada dia, com muita dor no coração, resolveu deixá-la 

sozinha e ir à pé até a cidade mais próxima, em busca de ajuda.

No único hospital público da região, foi-lhe dito que os médicos não poderiam se deslocar 

até sua casa; ela teria que trazer a menina para ser examinada.
Desesperada, por saber que sua neta não conseguiria sequer levantar-se da cama, 

ao passar em frente a uma igreja resolveu entrar. 

Algumas senhoras estavam ajoelhadas fazendo suas orações. 

Ela também se ajoelhou.

Ouviu as orações daquelas mulheres e quando teve oportunidade, também levantou sua voz e disse:
“Olá, Deus, sou eu, a Maria. Olha, a minha neta está muito doente. 

Eu gostaria que o Senhor fosse lá curá-la. Por favor! Anote aí, Deus, o endereço.”

As demais senhoras estranharam o jeito daquela oração, mas continuaram ouvindo.

“É muito fácil, é só o Senhor seguir o caminho das pedras e, quando passar o rio com a ponte, 

o Senhor entra na segunda estradinha de barro. 

Passa a vendinha. A minha casa é o último barraquinho daquela ruazinha.”
As senhoras que tudo acompanhavam esforçavam-se para não rir.

Ela continuou: “Olha Deus, a porta está trancada, mas a chave fica embaixo do tapetinho 

vermelho na entrada. 

Por favor, Senhor, cure a minha netinha. Obrigado.” 

E quando todas achavam que já tinha acabado, ela complementou: 

“Ah! Senhor, por favor, não se esqueça de colocar a chave de novo embaixo do tapetinho vermelho, 

senão eu não consigo entrar em casa. Muito obrigado, obrigado mesmo.”

Depois que a Dona Maria foi embora, as demais senhoras soltaram o riso e ficaram comentando 

como é triste descobrir que as pessoas não sabem nem orar.


Mas, Dona Maria, ao chegar em casa não pode se conter de tanta alegria, 

ao ver a menina sentada no chão, brincando com suas bonecas.

“Menina, você já está de pé?!?”
E a menina, olhando carinhosamente para a avó, disse: 

“Um médico esteve aqui, vovó. 

Deu-me um beijo na testa e disse que eu ia ficar boa. 

E eu fiquei boa. Ele era tão bonito, vó! 

Sua roupa era tão branquinha que parecia até que brilhava. 

Ah! ele mandou lhe dizer que foi fácil achar a nossa casa e que ele ia deixar a chave
debaixo do tapetinho vermelho, do jeitinho que você pediu.”

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

O espelho

G.R. Tweed olhou pelas águas de Pacífico para o navio americano no horizonte. 
Limpando o suor de selva dos seus olhos, o jovem oficial naval engoliu profundamente 
e tomou sua decisão. 
Esta poderia ser a única chance dele para fugir.


Tweed estava se escondendo na ilha de Guam durante três anos. 
Quando o exército japonês ocupou a ilha em 1941, ele se escondeu no denso matagal tropical. 
Sobreviver não havia sido fácil, mas ele preferiu o pântano a um campo de prisioneiros de guerra.


Tarde naquele dia, 10 de julho de 1944, ele percebeu o navio aliado. 
Ele correu para cima de uma colina e se posicionou em um precipício. 
De dentro da sua mochila, ele tirou um espelho de mão. 
Às 18:20 ele começou a enviar sinais em código Morse. 

Segurando a extremidade do espelho nos dedos, ele o inclinou de um lado para outro, 
refletindo os raios do sol em direção ao barco. 
Três sinais curtos. Três longos. Três curtos novamente. Ponto-ponto-ponto. 
Traço-traço- traço. Ponto-ponto-ponto. S-O-S.


O sinal chamou a atenção de um marinheiro a bordo do USS McCall. 
Uma equipe de resgate embarcou num bote motorizado e passou despercebido na angra 
além do alcance das armas do litoral. 
Tweed foi salvo.


Ele estava feliz por ter aquele espelho; feliz porque soube usá-lo, e feliz porque o espelho cooperou. 

Suponha que não tivesse. (Prepare-se para um pensamento absurdo.) 
Suponha que o espelho tivesse resistido, empurrado sua própria agenda? 
Em lugar de refletir uma mensagem do sol, imagine se tivesse optado por enviar algo próprio? 
Afinal de contas, três anos de isolamento deixariam qualquer um faminto por atenção. 

Em lugar de enviar um S-O-S, o espelho poderia ter enviado um O-P-M “Olhe para mim.”
Um espelho egoísta?


O único pensamento mais absurdo seria um espelho inseguro. 
E se eu estragar tudo? 
E, se eu envio um traço quando devo enviar um ponto? 
Além disso, você já viu as manchas na minha superfície?
Duvidar de si mesmo poderia paralisar um espelho.


Da mesma forma seria auto-piedade. 
Enfiado naquela mochila, arrastado por selvas, e agora, de repente espera-se que eu enfrente 
o sol brilhante e execute um serviço crucial. 
De jeito nenhum. Fico no pacote. Não sai nenhuma reflexo de mim.
Ainda bem que o espelho de Tweed não teve uma mente própria.




E os espelhos de Deus? Infelizmente nós temos.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Ismar e seu sonho

Há muitos e muitos anos, vivia na cidade de Damasco, na Síria, um pobre homem chamado Ismar.
Ismar sempre lutara para ganhar a vida dignamente; não tendo podido estudar e aprender uma profissão,
sujeitava-se a qualquer espécie de serviço: limpava jardins, carregava pedras, buscava água, 

sempre com boa vontade, trabalhando sem se queixar.

Com o passar dos anos, porém, Ismar começou a sentir-se cansado e preocupado.
Durante a vida toda só trabalhara e nunca conseguira juntar qualquer dinheiro, 

nenhuma economia que pudesse socorrê-lo em caso de necessidade.
A única coisa que tinha de seu era uma casa, herança antiga da família.
Essa casa ficava num bairro pobre de Damasco, no fim de uma rua esburacada.

Era feita de pedras e protegida por um portãozinho de madeira.
Atrás da casa corria um riacho; à beira do riacho crescia uma velha figueira
e era à sombra dessa figueira que Ismar costumava descansar depois de trabalhar a manhã toda.

Ali ele refletia sobre sua vida e se perguntava o que seria dele quando a velhice não lhe permitisse mais o esforço físico.
"Estou ficando velho", pensava, "não tenho filhos que me possam sustentar.
Será que Alá, meu pai divino, vai me abandonar?"

Sempre assim cismando, um dia Ismar dormiu, recostado à figueira, e teve um sonho; 

sonhou que estava na cidade do Egito.
Ele nunca havia estado realmente no Egito, mas no sonho passeava com desembaraço pela avenida
central da cidade e distinguia perfeitamente os mercadores de tapetes, os minaretes das mesquitas.

Atravessando uma praça, ele dobrava à direita, descia uma rua estreita, chegava a um rio.
Sobre o rio havia uma ponte e embaixo da ponte - ó maravilha! - um cofre repleto de moedas e jóias reluzentes!
Quando acordou, Ismar teve certeza de que aquele era o tesouro que Alá lhe reservara.
O sonho tinha sido tão nítido, tão preciso nos detalhes, não havia engano!

Sem pensar em mais nada, ele arrumou sua trouxa e pôs-se a caminho do Cairo.
Era uma longa distância, principalmente para ele, que ia a pé e sem dinheiro.
No entanto, movido pela convicção de encontrar sua fortuna, Ismar atravessou desertos e vales,
rios e florestas, até chegar, finalmente, exausto e maltrapilho, à cidade que lhe aparecera em sonho.

Sua fé, então, redobrou de vigor, pois o Cairo era exatamente como ele havia sonhado!
Ele reconheceu a avenida principal, os mercadores de tapetes, os minaretes das mesquitas; chegou à praça,
virou à direita, desceu a rua, avistou o rio, aproximou-se da ponte, mas...
no exato lugar em que deveria estar o tesouro, não havia cofre algum; havia, isso sim, um mendigo mais pobre
e maltrapilho que ele.

Chocado, Ismar deu-se conta da sua loucura!
Como pudera acreditar tão piamente num simples sonho?
Que tolo fora!
E agora, com que forças enfrentaria a viagem de volta?

Que impulso de fé ou esperança sustentaria aquela alma tão esvaziada pela decepção?
"Não", pensou ele. "Melhor será acabar com os meus dias aqui mesmo.

Nenhuma esperança me resta." 
E, decidido a se afogar, subiu à ponte.
Já estava quase se atirando quando sentiu que alguém o segurava, agarrando sua perna por debaixo da ponte.

Era o mendigo que gritava:
- Ei amigo! Cuidado, você pode morrer! Esse rio é perigoso!
- Ainda bem! - respondeu Ismar -
É isso mesmo que desejo: matar-me.
- Não faça isso. - ponderou o mendigo -
Você ainda tem muito o que viver.

Escute, desça até aqui e conte-me a sua história.
Faça sua última boa ação, entretendo um miserável como eu.
Depois, se quiser, pode se matar!
Ismar hesitou, mas resolveu afinal repartir suas dores com aquele desconhecido.
Contou-lhe o sonho, concluindo:

- Então, no mesmo lugar em que deveria estar o cofre, estava você...
Agora, diga-me, não tenho razão em querer acabar com minha vida?
- Olhe, - exclamou o mendigo - nào queria dizer isso, mas acho que você tem razão.
Você foi muito irresponsável, um louco!!!
Acreditar num sonho!
E que você sonhou só uma vez?
Veja se tem cabimento!

Pois fique sabendo que eu, há cinco anos, tenho o mesmo sonho, que se repete quase todas as noites.
E não é por isso que vou sair correndo atrás do que sonhei.
- E o que você sonha? - perguntou curioso Ismar.
- Escute só: eu sonho que estou na Síria, na cidade de Damasco, o que já é uma asneira, pois nunca estive na Síria.
Estou num bairro pobre, seguindo por uma rua esburacada.
No fim da rua há uma casa de pedra, protegida por um portãozinho de madeira.
Atrás da casa corre um riacho; à beira do riacho cresce uma figueira e, dentro dessa figueira,
que é oca, há um tesouro!

Não é uma bobagem?
Eu é que não sou louco de acreditar em sonhos, não acha?
Ismar não respondeu.
Estava pasmo, pois reconhecera, pela descrição do mendigo, a sua rua, a sua casa, a sua amada figueira!

Compreendendo os laços do destino, abraçou o mendigo, tomou o caminho de volta e,
chegando à sua casa, foi direto à velha árvore, onde o tão sonhado tesouro o aguardava.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Pegadas na Areia


Uma noite eu tive um sonho.
Sonhei que estava andando na praia com o Senhor e através do Céu, passavam cenas da minha vida. Para cada cena que se passava, percebi que eram deixados dois pares de pegadas na areia; um era meu e outro do Senhor.

Quando a última cena da minha vida passou diante de nós, olhei para trás, para as pegadas na areia e notei que muitas vezes, no caminho da minha vida havia apenas um par de pegadas na areia.

Notei também, que isso aconteceu nos momentos mais difíceis e angustiosos do meu viver. Isso entristeceu-me deveras, perguntei então ao Senhor:

“- Senhor, Tu me dissestes que, uma vez que eu resolvi Te seguir, Tu andarias sempre comigo, todo o caminho, mas notei que durante as maiores atribulações do meu viver havia na areia dos caminhos da vida, apenas um par de pegadas. Não compreendo porque nas horas que mais necessitava de Ti, Tu me deixastes.”

O Senhor me respondeu:

“- Meu precioso filho. Eu te amo e jamais te deixaria nas horas da tua prova e do teu sofrimento.

Quando vistes na areia, apenas um par de pegadas, foi exatamente aí que Eu, nos braços... Te carreguei.” 

domingo, 8 de setembro de 2013

Quando me amei de verdade...

Quando me amei de verdade, pude compreender que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa. Então, pude relaxar.
Quando me amei de verdade, pude perceber que o sofrimento emocional é sinal de que estou indo contra a minha verdade. 
Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento. 
Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma coisa ou alguém que ainda não está preparado, inclusive eu mesmo. 
Quando me amei de verdade, comecei a me livrar de tudo o que não fosse saudável. 
Isso quer dizer: pessoas, tarefas, crenças e qualquer coisa que me pusesse para baixo.
Minha razão chamou isso de egoísmo. Mas, hoje eu sei que é amor-próprio. 
Quando me amei de verdade, deixei de temer meu tempo livre e desisti de fazer planos. 
Hoje, faço o que acho certo e no meu próprio ritmo. 
Como isso é bom! 
Quando me amei de verdade, desisti de querer ter sempre razão e, com isso, errei muito menos vezes. 
Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar com o futuro. Isso me mantêm no presente, que é onde a vida acontece. 
Quando me amei de verdade, percebi que a minha mente pode me atormentar e me decepcionar. 
Mas, quando eu a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa \aliada.

sábado, 7 de setembro de 2013

A FLOR E O ARROZ



Um sujeito estava colocando flores no túmulo de um parente, quando vê um chinês colocando um prato de arroz na lápide ao lado.

Ele se vira para o chinês e pergunta:
- Desculpe, mas o senhor acha mesmo que o defunto virá comer o arroz?
E o chinês responde:
- Sim, quando o seu vier cheirar as flores.

Moral da História:
"Respeitar as opções do outro, em qualquer aspecto, é uma das maiores virtudes que um ser humano pode ter. As pessoas são diferentes, agem diferente e pensam diferente. Portanto, nunca julgue. Apenas tente compreender."

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Ajudem o Agulha!!! HELP me!!!


Meninas e leitoras do Agulha, eu peço que levem um dos meus tags abaixo para o blog de vocês ou apenas adicionem o meu link http://www.titacarre.com porque houve um acidente com meu blog e vários blogs que possuíam meu link em seus blogs, não o possuem mais em seus blogrolls, então tenho voltado a visitar todos que possuíam com o Agulha a parceria e pedindo para retomar esse elo, pois dependo da publicidade para continuar meu trabalho, peço carinhosamente que me ajudem a continuar tornando o meu trabalho e o Agulha conhecidos na Blogosfera...
Conto com vocês!!!

Ajudem o Agulha!!! HELP me!!!

Ajudem o Agulha!!! HELP me!!!

O que acham do meu Naninha Cachorrinho?